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POLÍCIA

PM executado respondia a processo por homicídio

Denunciado pelo Ministério Público do Estado, Comarca de São Geraldo do Araguaia, o militar Sebastião Freitas do Nascimento, que morreu na noite da última quinta-feira (20) em Marabá após levar sete tiros, respondia processo por homicídio. A sentença de p

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Denunciado pelo Ministério Público do Estado, Comarca de São Geraldo do Araguaia, o militar Sebastião Freitas do Nascimento, que morreu na noite da última quinta-feira (20) em Marabá após levar sete tiros, respondia processo por homicídio. A sentença de pronúncia, assinada pelo juiz Celso Quim Filho, data do dia 13 de novembro de 2013, contudo, no site do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, não há maiores detalhes acerca deste homicídio.

Nesta mesma denúncia, o juiz Celso Quim Filho menciona o nome do prefeito de São Geraldo do Araguaia, Jorge Barros de Alencar e justifica o motivo pelo qual não pronunciou o prefeito: “Deixo de receber a denúncia com relação ao acusado Jorge Barros de Alencar em razão do mesmo estar respondendo este processo junto ao Tribunal de Justiça do Estado do Pará”.

Sabidamente, quando um policial se envolve em troca de tiros e por ventura o desafeto morre, ao contrário de anos anteriores, onde o caso era tratado como auto de resistência, agora o policial responde a processo por homicídio.

Resta à polícia levantar se o processo de refere a caso desta natureza. Contudo, no mesmo site do TJE, na mesma denúncia, há os nomes de dois acusados de pistolagem Wilson Costa Aguiar, o “Wilson Geladeira”, preso em Belém, e Tiago Bizarrias Andrade, também preso e condenado a 49 anos de prisão por homicídio em 19 de fevereiro de 2013.

Equipe de Belém

O delegado recém-lotado em Marabá, Carlos Eduardo Vieira deixou claro que a polícia está empenhada em esclarecer o caso, que, para a polícia, reúne características de execução, nos moldes da pistolagem, muito comum em Marabá, tendo em vista que os matadores, nada levaram da vítima.

Ele não confirmou, mas é muito provável que, dada a complexidade do caso, uma equipe da Divisão de Homicídios de Belém deve desembarcar em Marabá a fim de auxiliar no trabalho de investigação. A polícia quer saber quem teria interesse em mandar matar o policial, se ele estava ou não envolvido em algum tipo de esquema ou se tinha informações que pudessem comprometer “figurões”.

Estas e outras informações devem ser esclarecidas, se houver empenho do estado na investigação criminal, tal como no caso da morte do casal de extrativistas José Claudio e Maria do Espírito Santo, assassinados em maio de 2011 em Nova Ipixuna, ocasião em que foi mobilizado um grande aparato policial.

Por enquanto o crime está sendo levantado pela equipe do delegado Reinaldo Marques Júnior, plantonista, que também confirmou o provável reforço na investigação, uma vez que a equipe dele é reduzida.

Freitas estava na PM há mais de 20 anos e havia trabalhado em vários lugares, entre eles, Morada Nova, São Geraldo e por último estava lotado no Destacamento da Vila Sororó, zona rural de Marabá.Ele foi assassinado quando retornava para uma casa dele, na Nova Marabá.

(Diário do Pará)

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