Cinco mortes em cinco horas em Marabá. A mortandade começou por volta das 20h20, ocasião em que dois pistoleiros mataram o cabo Sebastião Freitas do Nascimento 43 anos, na Folha 20, Nova Marabá.
Como num efeito dominó, aconteceram outras quatro mortes, além de duas pessoas que foram baleadas. E, coincidência, ou não, as pessoas foram mortas por pistoleiros que estavam numa moto preta. Todas as vítimas tinham algo em comum: o envolvimento com o tráfico de drogas
Na Folha 6, Nova Marabá, foi assassinado com três tiros, um homem, que até o fechamento desta edição ainda não havia sido identificado. Ele foi assassinado em plena via pública e mesmo a rua sendo de muito movimento, nenhum transeunte, ou morador daquele Folha comentou nada a respeito do crime.
Outra pessoa morta a tiros, trata-se de um morador de rua que foi alvejado a tiros às proximidades da rodoviária Pedro Marinho de Oliveira, Folha 32, Nova Marabá. A pessoa alvejada, ainda foi socorrida e encaminhada para o Hospital Municipal de Marabá (HMM) onde foi operado, mas não resistiu e faleceu.
Na Marabá Pioneira foi alvejado com vários tiros o eletricista Joelden de Andrade Silva, 27 anos. Ele foi atingido pelos matadores quando trafegava na avenida Magalhães Barata. Os dois efetuaram vários tiros na vítima, que em vão tentou se livrar dos projéteis, correu, mas caiu em seguida sendo alvejado outras vezes.
Por fim a matança prosseguiu na madrugada, por volta de 1h foi assassinada a tiros a usuária de drogas Poliana Ferreira Oliveira 24 anos. Ela foi morta a tiros quando estava acompanhada de outros dois homens, na rua Alfredo Monção com a Pedro Marinho de Oliveira, bairro Laranjeiras.
A vítima comemorava o aniversário dela e estaria usando drogas com os dois amigos. Estes foram baleados, mas conseguiram correr a tempo de livrar dos projéteis. Todos os casos estão sendo investigados pela Polícia Civil.
Ontem pela manhã o delegado Carlos Vieira comentou que vai levantar se os homicídios têm, ou não ligação com a morte do cabo, apesar de a investigação ser bastante complexa em função da escassez de informações por conta da lei do silêncio que impera em tais casos.
(Diário do Pará)
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