Na rua Oswaldo Cruz, bairro de Águas Lindas, em Ananindeua, a Polícia Militar encontrou Idaildo Fialho Palheta, 19, apelidado de “Buchecha” ou “Molequinho”. Ele estava com um revólver calibre 38, que seria utilizado para cometer assaltos naquela área. Ao ser apresentado na Seccional Urbana da Cidade Nova, o rapaz foi autuado por porte ilegal de armas e também confessou outro crime praticado há duas semanas.
No dia 12 deste mês, Idaildo revelou que matou uma pessoa. O assassinato foi divulgado pelo DIÁRIO e aconteceu em Águas Lindas. A vítima foi o servente de pedreiro Marcivaldo Pinheiro de Lima, 35, conhecido também como “Pé de Bicho”, morto enquanto trabalhava na construção de uma laje. Mas segundo Idaildo, o crime foi um engano, pois o alvo seria um homem conhecido como “Diabo é”, quem o acusado também não conhecia e “encomendado”.
O servente foi morto com dois tiros e Idaildo confessou à polícia que foi o autor dos disparos. No dia do crime, uma testemunha contou à reportagem que o atirador resolveu subir na laje dizendo que “tava a fim de fumar” (referindo-se a droga). De lá, as pessoas escutaram os tiros, em seguida, o acusado e o comparsa fugiram de bicicleta.
Logo após o crime, o acusado permaneceu escondido no mesmo bairro, mas não foi reconhecido por nenhuma testemunha. Segundo ele, durante esse tempo, “estava assaltando e matando”. Idaildo tem apenas um arrependimento. “Matei quem não era pra matar”, disse à reportagem. Ele não afirmou qual o motivo do crime. “Ele devia um cara, mas não sei qual era a ‘parada’”, acrescentou.
O caso foi registrado na Delegacia do Julia Seffer, onde um inquérito policial foi instaurado para apurar o crime. O segundo envolvido nesse assassinato está identificado e confirmado pelo acusado como Manoel Max da Silva Ferreira, 20. Ele teria ficado com a arma, mas ainda continua sendo procurado.
Idaildo já foi preso outras vezes. No município de Breves, ele foi detido por assalto, transferido no ano passado para casa penal em Castanhal. De lá, ele veio para a Região Metropolitana de Belém. O rapaz foi autuado por porte e deverá responder em inquérito policial por homicídio. “Essa vida é assim. A gente procura trabalho, mas as pessoas não dão porque já olham rejeitando. Ai dá raiva. O ‘cara’ fica mais atribulado e volta pro crime”, desabafou.
(Diário do Pará)
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