A Operação Androide 3, realizada pela Delegacia de Repressão a Crimes Tecnológicos (DRCT) do Pará foi concluída no final da noite da última quarta-feira (26) com a prisão de Luis Mesquita Souza, 33, também conhecido como “Caixa”, detido pela Polícia Civil do Piauí. O acusado fazia parte de um trio especializado na clonagem de cartões e transações financeiras que agia aqui no Estado. Com ele, a polícia recuperou vários cartões e mais de R$ 80 mil.
A polícia começou a investigar o passo a passo dos homens a partir da denúncia feita pela superintendência de segurança do banco vítima, a respeito de três homens que estariam realizando diversos saques em terminais de autoatendimento em Belém. Mas o que chamou a atenção da segurança foi que os cartões que estavam sendo utilizados eram de correntistas do banco no município de Marabá, interior do Estado.
Com os endereços das agências bancárias, a Polícia Civil montou equipes para tentar autuar os criminosos. Segundo o delegado Samuelson Igaki, da DCRT, Alef Luis Sousa de Oliveira, 21 e Fabrício Leite de Sousa, 28, foram presos em flagrante na última terça-feira (25) dentro de uma agência alvo da ação fraudulenta, localizada na avenida Presidente Vargas. “Eu me desloquei pra lá e conseguimos prender o Alef e o Fabrício. Diligenciamos a redondeza, mas não conseguimos naquele momento localizar o terceiro envolvido”. Apenas um cartão clonado foi encontrado com a dupla e aproximadamente R$ 7 mil, valor que não souberam explicar a origem.
Luis Mesquita era o terceiro do grupo, mas conseguiu fugir no mesmo dia. “Nos hotéis onde eles se hospedaram, ele pagou a conta e acredita-se que ele fugiu de táxi. Fizemos uma varredura no aeroporto e na rodoviária, mas não o encontramos”. No dia seguinte, a polícia localizou Luis em Castanhal, lugar que seria uma opção do comparsa Alef.
O terceiro envolvido foi descoberto dentro de um ônibus com destino a Teresina. Em conjunto com a Polícia Civil do Piauí, o homem foi interceptado ainda na estrada e preso em flagrante pelos delegados Mateus, Alessandro e Daniel, por volta das 23h de quarta-feira. Dentro da bagagem de Luis, os policiais encontraram aproximadamente R$ 83 mil e 240 cartões clonados. O restante do dinheiro a polícia acredita na possibilidade de ter sido usado para pagar advogado.
“Isso tudo foi minimamente calculado. Cada pessoa tinha uma função plenamente estipulada dentro da quadrilha. Luis tem o apelido de ‘caixa’ porque a função dele é de tesoureiro. Com ele ficava o dinheiro dos saques fraudulentos, a maioria dos cartões clonados e o equipamento de clonagem de cartão”.
O destino deles era Fortaleza ou Brasília. “Eles são acostumados nesse crime. Todos já têm passagem”, acrescentou Igaki.
Eles foram autuados por furto mediante fraude, falsificação de documento particular e formação de quadrilha. Luis deverá ser recambiado para o Pará e se juntará aos demais comparsas que estão disponíveis à justiça na Central de Triagem de São Brás.
OPERAÇÃO
Alef é o motivo pelo qual a polícia denominou Operação Android 3, pois esta seria a terceira vez que ele foi preso pela DRCT. A primeira prisão dele aconteceu no rol de um shopping de Belém, dia 11 de novembro de 2012. A segunda vez foi em abril do ano passado em frente a um supermercado em Ananindeua no momento em que iria retirar o equipamento de clonagem.
O ESQUEMA
O trio oriundo dos Estados de Fortaleza e Distrito Federal desembarcou no território paraense no último final de semana. Eles se hospedaram em Marabá e lá, eles instalaram em uma agência o equipamento ATM Card Skimming, mais conhecido como “Chupa-Cabra”, utilizado para clonar cartões – comprado numa feira popular em Brasília por R$ 3 mil.
(Diário do Pará)
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