Às 6h deste sábado (1º), moradores da passagem Rosinha, no bairro do Cruzeiro, em Icoaraci, acordaram mais cedo com os gritos desesperados de uma mulher que dizia: “Ele está morto!”. Quando acordaram, vizinhos foram à residência e encontraram uma cena macabra. Um homem morto em cima de uma cama de solteiro, com o rosto completamente deformado. Ao lado dele, uma pá, suja de sangue.
O sargento Barreto, da Polícia Militar, foi acionado para ir ao local. Confirmada a morte, ele procurou o delegado Jurandir Figueiredo, que estava de plantão na Seccional Urbana de Icoaraci, e acionou o Instituto Médico Legal para fazer a remoção, e foi ao local do ocorrido com uma equipe para apurar o crime. Lá, fazendo as investigações, ele chegou até uma jovem doméstica, que se identificou com o nome de Tatiane Silva de Sousa, de 24 anos, moradora dos fundos da residência onde a vítima foi morta.
Ela relatou ao delegado que a irmã dela, de 17 anos morava na casa onde o rapaz foi assassinado. Contou ainda que a irmã está há seis meses separada de um cidadão identificado como Charles, com quem tem um filho. E há exatamente duas semanas ela estava se relacionando com Iran Franco Pantoja, de 23 anos, a vítima. O rapaz morava no Paracuri II e apenas visitava a namorada. No dia do crime, apenas o homem estava na casa, pois a jovem teria ido a uma festa, já que tinha a certeza de que o namorado viajaria.
Por volta das 4h, quando dormia em casa em companhia do marido, Tatiane percebeu que alguém estava forçando a janela da casa da irmã. O marido dela subiu e olhou para dentro da casa e viu que o rapaz estava lá. Ele arrombou a janela e entrou na casa, para esperar a namorada. Cerca de 1h depois, o casal disse ter ouvido um barulho na casa e outra vez o marido foi olhar para ver o que tinha ocorrido. Ele viu o rapaz morto, com o rosto deformado e uma pá ao seu lado.
INVESTIGAÇÃO
O delegado disse à reportagem que vai direcionar a investigação para o lado passional, pois não roubaram nada da vítima. Ele vai ouvir os envolvidos, checar a suposta vida pregressa da vítima e apurar o crime.
(Diário do Pará)
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