Uma comerciante de confecções do município de Marapanim viveu, com sua família, os piores momentos de sua vida ao ter a casa assaltada por uma quadrilha que acabou evoluindo para um assalto com reféns, tendo como saldo um assaltante detido e muita tensão naquela cidade da região do Salgado paraense.
A vítima disse em depoimento ao delegado Rodrigo Venoso Zambardino, que tem duas lojas de confecção em Marapanim e que sua esposa tinha acabado de chegar em casa quando foi abordada por dois elementos que desceram de um carro Celta branco se identificando como policiais e ordenando que entrasse na casa e a interrogaram quanto a presença do seu esposo.
A comerciante disse que os “falsos policiais” acusavam o seu esposo de ser “agiota” e procuravam arma e dinheiro, e como não conseguiam avisaram que a mulher deveria seguir com eles até a delegacia e questionaram se ela tinha dinheiro, pois ela teria que “dar o acerto ao delegado”.
Diante da relutância a situação evoluiu, pois policiais militares foram avisados por vizinhos que homens estranhos teriam entrado na casa e ao chegar seguraram o homem que estava no Celta branco e no carro encontraram uma escopeta calibre 12.
Diante da situação um dos bandidos sacou uma arma e fez o filho da comerciante de onze anos refém e o usou como escudo e sempre atirando contra os policiais até conseguir chegar a uma área de mangue por onde escapou atirando contra os policiais.
Na confusão o terceiro elemento, identificado como “Neguinho”, conseguiu furar o cerco dos policiais fugindo pelos fundos da casa e levando vários aparelhos celulares confiscados durante a ação criminosa dos assaltantes.
Os cabos W. Negrão, Valério e soldados Fonseca e Sobrinho tiveram muito trabalho a partir da detenção de Fabrício Moraes Rosário, de 29 anos,que era o “piloto de fuga” e que estava no carro Celta branco com placas de Parauapebas. Revoltados com a situação até então inusitada no município, no momento de transportar Fabrício Moraes para a viatura da Policia Militar, populares se aproximaram e iniciaram um as agressões, atingindo o ladrão. Em seguida a situação foi contornada, no entanto os populares foram em direção ao carro em que o elemento estava e passaram a quebrar e atearam fogo no veículo.
Em depoimento Fabrício Moraes Rosário entregou os parceiros todos de Castanhal identificados pelas alcunhas de “Neguinho” e “GB”, que foram os idealizadores do assalto e que conheceu através de um presidiário conhecido por “Lula” que mantinha contato de dentro da cadeia com Fabrício e que ordenou que eles praticassem o assalto.
Fabrício Moraes Rosário entregou todos que estavam na empreitada e por esta razão foi autuado em flagrante e já se encontra à disposição da Justiça enquanto o restante do bando esta sendo procurado pela polícia a partir das informações do ladrão preso.
(Diário do Pará)
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