Seis funcionários foram feitos reféns na tarde desta terça-feira (25), na aldeia do Cajueiro, município de Paragominas, sudeste paraense. Três são funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai) e os outros, da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai).
Por telefone, um dos reféns - funcionário da Sesai - disse que a situação é tensa. “Nós estamos sendo ameaçados. Eles falaram que caso não apareçam representantes com poder de decisão, vão levar a gente para o meio do mato”, afirma Davi. "Nós só podemos atender (o telefone celular) com a autorização dos índios."
O índio Raimundo, da Etnia Tembé, diz que esta atitude foi tomada devido às péssimas condições da saúde indígena no local. “Várias vezes pedimos melhorias, mas nada foi feito. A Sesai não está atendendo a comunidade de forma adequada. Os postos estão caindo, não tem medicamento”, explica.
Raimundo diz ainda que os índios exigem representantes da Funai e da Sesai para ouvir suas reivindicações, caso contrário a situação deve piorar. “Não estamos para brincadeira. Estamos aguardando reforço de outros índios. Se for necessário iremos passar a noite toda aqui”, conclui.
Por telefone, a Funai disse ao DOL que deve enviar um representante de Marabá até o final da tarde desta quarta-feira (26). O DOL também entrou em contato com a Sesai e aguarda retorno.
(DOL)
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