Sete pessoas foram presas e um adolescente de 17 anos foi apreendido suspeitos de resgatarem um preso e balearem o investigador José Haroldo Pereira da Silva, na madrugada da segunda-feira passada (31, em Portel, na ilha do Marajó. Segundo a Polícia Civil o menor seria o responsável pelos disparos contra o policial, que teve morte cerebral confirmada na noite desta quarta-feira (2).
Entre os presos está Eliziane Santos Moura, 37, esposa do traficante de drogas João Pedro Brazão de Carvalho, de apelido “Pedroca”, o preso resgatado. Também estão presos Leonardo Costa da Cruz, 18 anos, de apelido “Leozinho”; Osvaldino Jardim Nunes, 56, de apelido “Araninha”; Edmildo Vilarinho Vaz, 33, de apelido “Maozinha”; José Aclesivaldo Martins, 31, de apelido "Beethoven", Alexandre de Amaral Pamplona, 19, e o mototaxista Claudino Barbosa Trindade. As investigações apontam o envolvimento de um total de dez pessoas.
O CRIME
O delegado Adalberto Cardoso, titular de Portel, apurou que o bando entrou pelos fundos, na sede da Polícia Civil em Portel. Parte da quadrilha também ajudou no apoio à fuga e no fornecimento do revólver calibre 38 usado pelo adolescente. São procurados por envolvimento no crime João Bosco Gomes Rodrigues Junior, de apelido “Bosquinho”, filho de Osvaldino Nunes, e o traficante “Pedroca”.
A Polícia Civil solicitou e a Justiça já decretou a custódia preventiva de todos os envolvidos no crime. Ainda, durante as buscas, foi preso em flagrante o mototaxista Claudino Barbosa Trindade, com quem foi encontrado o revólver calibre 38 usado pelo adolescente. Ele foi autuado por posse ilegal de arma de fogo. Os policiais civis conseguiram recuperar a pistola calibre .40 roubada do policial civil. A arma havia sido enterrada em um terreno, na sede de Breves.
CIRCUNSTÂNCIAS
As investigações mostraram que o policial civil foi baleado ao reagir à ação da quadrilha. Segundo apurou o delegado, no domingo passado, por volta de meio-dia, o investigador Haroldo Pereira prendeu, em cumprimento a mandado judicial de recaptura expedido pela 2ª Vara de Execuções Penais da Comarca de Belém, o traficante de drogas “Pedroca”. No mesmo dia, à tarde, Osvaldino Nunes, conhecido como “Araninha”, esteve na Delegacia de Portel para tentar subornar o policial civil para liberar “Pedroca”, o que foi rechaçado pelo investigador. As investigações mostraram que o plano de resgate do preso foi articulado. Parte dos envolvidos foi responsável por arranjar motos usadas na fuga. Na madrugada de segunda-feira, por volta de 2h, o bando chegou ao local, nas duas motos. Depois, seguiram para os fundos do imóvel onde está em funcionamento provisório a Delegacia. Ao perceber a invasão, o policial civil foi surpreendido e acabou baleado na cabeça. Pela manhã, os policiais civis que chegaram ao serviço prestaram socorro à vítima. Após o crime, o adolescente foi para a casa de “Maozinha” a quem pediu para guardar em casa o revólver calibre 38. “Maozinha”, no entanto, levou a arma para o mototaxista que a guardou. As investigações apontam “Araninha” e o filho dele, “Bosquinho”, como articulares do plano de resgate do preso.
(DOL com informações da Polícia Civil)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar