A diretoria da Sindicato dos Servidores Públicos da Polícia Civil do Estado do Pará (Sindpol-Pa) enviou nota à imprensa lamentando o falecimento do investigador José Haroldo Pereira da Silva. Ele teve morte cerebral anunciada, na noite desta quarta-feira (2), pelo corpo clínico do Hospital Metropolitano, onde estava internado.
“Mais um herói que tomba, sucumbido pelo algoz que foge e o deixa agonizando sozinho”, diz o Sindpol na nota.
“Até quando veremos nossos irmãos, companheiros de luta, combatentes do crime, sendo vitimados, dizimados, massacrados por um sistema que teima em fechar os olhos para uma realidade fria e cruel, para uma situação que precisa com urgência ser revista e repensada, para um modelo de gestão de segurança que não protege sequer os seus agentes, que dirá a população?”, questiona o sindicato.
“Haroldinho, como era carinhosamente conhecido o investigador cruelmente abatido no pleno exercício do seu dever, lamentavelmente teve o mesmo destino de seus colegas da turma 304 do IESP, os IPC's Lúcio Barros e Alexandre, que também sucumbiram nas mãos da bandidagem a qual dedicaram suas vidas em combater pela paz social e pelo bem da população”, continua a nota.
O Sindpol afirma que não vai se calar diante daquilo que foi “uma tragédia anunciada”. “Vamos cobrar ações emergenciais e efetivas no sentido de mudar essa triste realidade, um dos motivos de nossa luta, que é a revisão dos plantões no interior do estado. Esse é o nosso dever e é o que faremos”.
(DOL)
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