Uma criança de apenas sete anos teria sido abusada sexualmente pelo padrasto dentro da própria casa, no bairro da Condor, em Belém. Ela mantinha em segredo a violência praticada por várias vezes pelo suspeito, mas que somente tornou público quando a irmã mais velha da vítima flagrou o homem abusando da menina.
O suspeito, que trabalha como pedreiro, foi detido pela Polícia Civil do bairro da Cremação, onde o caso foi denunciado, após a descoberta da família. Segundo ele, a versão da criança não é verdadeira. “Como que eu iria fazer isso se durmo com a mãe dela?”, alegou.
Para o diretor da Seccional, o delegado Aldo Botelho, a menina contou em detalhes o ato criminoso praticado pelo homem. “Era por volta das 9h quando a vítima disse que estava na sala assistindo desenho que passava na televisão. Ele teria apalpado a menina e cometido atos libidinosos nela. A criança parecia estar acostumada com aquilo e nunca contou à mãe”.
A ação só foi descoberta quando a outra enteada do acusado, uma adolescente de 16 anos testemunhou os abusos. “Ela ligou para a prima e as três compareceram aqui na delegacia. Uma equipe localizou o homem na casa de um parente. A família não acredita na versão da menina, inclusive a companheira dele que é mãe da criança”, acrescentou o delegado.
Na delegacia, a menina foi interrogada e confirmou detalhadamente a atitude do padrasto e afirmou ainda que não seria a primeira vez. A mãe da criança possui duas filhas do antigo relacionamento e mais dois filhos com José, onde moram todos na mesma casa há quatro anos.
Mesmo diante dos fatos, o suspeito negou a versão da menina. “Era ela que estava abusando de mim. Eu queria sair e ela escondeu a chave. Na hora que eu procurava no corpo dela, a irmã viu e achou que tivesse fazendo outra coisa”.
“Ela [vítima] conta com detalhes e não há dúvida do crime, apesar de não ter havido a conjunção carnal, mas a lei deixa claro que o que ele fez é estupro”, afirmou Botelho. José foi autuado em flagrante pelo crime considerado hediondo. A criança foi encaminhada para exame sexológico forense no Instituto Médico Legal.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar