Procurado pela reportagem do DIÁRIO, o delegado-geral Rilmar Firmino disse que todas as providências para a apuração dos fatos foram tomadas. “A Polícia Civil cortará na própria carne, como tem feito em vários casos de desvio de conduta de maus policiais”, acrescentou. Firmino revelou em que sua gestão já foram afastados mais de 30 policiais envolvidos nos mais diversos tipos de crimes. “A imensa maioria de nossos homens é de pessoas honradas, sérias e que trabalham diuturnamente em favor da sociedade, combatendo os criminosos, e isso precisa ser ressaltado”, enfatizou o chefe da polícia.
Em nota enviada ao repórter, os promotores de Justiça Lílian Viana Freire, Alexssandra Muniz Mardegan, Cristine Magela e Samuel Furtado Sobral confirmam que só souberam dos fatos na quinta-feira, afirmando que tudo que está sendo apurado pela Divisão de Crimes Funcionais da Polícia Civil (Decrif) se reveste de “extrema gravidade”. Por conta disso, as promotorias de Justiça da Infância e Juventude, a 3ª Promotoria de Justiça, com atribuições no controle externo da atividade policial, além da 2ªPromotoria de Justiça Criminal de Marabá, adotaram todas as medidas cabíveis no âmbito de suas atribuições.
O trabalho dos promotores correrá sob segredo de justiça, segundo determina o artigo 247 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e 234-B do Código Penal, que vedam a divulgação de material sob investigação. O abuso sexual contra a menor terá apuração própria, diferente do caso que envolve a morte do taxista, ligado à promotoria criminal. No crime de latrocínio contra o taxista, a menor violentada aparece no inquérito apenas como testemunha.
(Diário do Pará)
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