Em outubro de 2007, uma menor, à época com 15 anos, foi presa por furto e recolhida a uma cela da delegacia de Abaetetuba superlotada por 20 homens. Durante 26 dias, a menina foi estuprada pelos presos dezenas de vezes, torturada com isqueiros e pontas de cigarro acesos. A juíza Clarice Maria de Andrade, que assinou o auto de prisão, perdeu a promoção na carreira e quase é impedida de continuar na magistratura. Retornou ao cargo por ordem judicial.
Quem determinou a prisão da garota e comunicou o fato à juíza que a manteve, foi a delegada Flávia Monteiro Pereira. Outros onze policiais da mesma delegacia e até o superintendente da polícia na região do Baixo-Tocantins foram punidos com afastamento do cargo.
Resgatada pelo Conselho Tutelar de Abaetetuba, a menor recebeu suposta proteção federal e foi retirada do Pará. Levada para Brasília, ela teria ficado alguns meses em uma casa para menores vítimas de abuso sexual.
Soube-se que depois ela teria fugido do local e voltado para as ruas de uma cidade-satélite do Distrito Federal, onde hoje se prostitui.
(Diário do Pará)
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