Três policiais civis envolvidos de participarem no caso de abuso a uma adolescente em Marabá, sudeste do Pará, foram ouvidos nesta quinta-feira (10), na Corregedoria da Polícia Civil de Marabá, à frente a delegada Adriana Sacramento Sá, que, por enquanto, ainda não se pronunciou oficialmente a respeito do caso.
O escrivão Jorge Tadeu Guilhon comentou que a adolescente pode estar sendo orientada por advogados para tentar incriminá-lo ou visa receber algum tipo de indenização.
Já o investigador Marcelo Cezar Rocha disse que não tem ideia do porque estar sendo citado neste caso. Da mesma forma, o escrivão Rodrigo Paiva Barros negou frontalmente ter exigido qualquer quantia para liberar o namorado da jovem.
LAUDO
O laudo de conjunção carnal indica que a adolescente que acusa dois policiais de terem a violentado não sofreu nenhum tipo de lesão. O documento é assinado pelos médicos André Ricardo Viana Mourão e Edson Portela Silva, peritos nomeados pela delegada Viviane Carvalho Flores.
Os médicos examinaram a jovem no dia 13 de janeiro deste ano. A primeira pergunta do laudo atesta que a paciente, no caso a adolescente, não era virgem. O segundo questionamento é se havia sinais de desvirginamento recente, no que os médicos respondem negativamente.
De igual forma, os dois peritos também atestam que não havia sinais de vestígios de conjunção carnal recentemente.
O suposto estupro teria sido praticado pelo escrivão e pelo investigador da Polícia Civil do sudeste do Pará, em Marabá, no dia 11 de janeiro deste ano.
Durante entrevista a uma emissora de Belém, a delegada adjunta da Polícia Civil, Cristiane Ferreira, confirmou que os policiais devem ser transferidos e que a investigação continua. Por outro lado, os acusados negam que tenham estuprado a adolescente.
(DOL com informações de Edinaldo Sousa/Diário do Pará)
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