A libertação do cabo da Polícia Militar Ivair Dias de Oliveira, que atirou no investigador da Polícia Civil José Carlos Chagas Monteiro e no filho Fábio Monteiro, na noite da última quarta-feira (30), causou “indignação” e “revolta” do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Pará (Sindpol/PA).
Para o Sindpol, a decisão representa um retrocesso da Justiça. “Não podemos concordar e muito menos nos calar diante desta decisão que significa um retrocesso à justiça. Soltar um indivíduo periculoso, com histórico de transgressões e violência, deixando-o à solta, enquanto duas pessoas encontram-se sofrendo as consequências de seu ato covarde e insano num leito de hospital, é uma temeridade”, divulgou o sindicato através de nota.
O Sindpol ainda anunciou que vai tomar todas as providências necessárias para reverter a decisão e lutar pela prisão preventiva do acusado. “Tenham certeza de que não sossegaremos enquanto o culpado não ficar atrás das grades”, continua a nota. “Se ele foi capaz de um ato dessa natureza, atentando contra vida de duas pessoas e seus vizinhos, e inclusive contra um colega da polícia civil, imaginem de que não é capaz com qualquer outro cidadão”.
O PM foi solto na noite de quinta-feira (1º), após decisão da juíza Helen Bemerguy Peixoto que entendeu que não havia evidências nos autos que comprovassem a necessidade de Ivair continuar preso.
(DOL)
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