A uma semana do dia em que se reverencia o ser mais importante de nossas vidas, responsável por nos carregar nove meses no ventre e nos acalentar nos piores momentos, Jonathan Sousa da Paz, de 20 anos, residente em Marituba, “virou cavalo do cão” e esfaqueou a própria mãe Paula Denise Brito Sousa, de 38 anos, durante uma discussão fútil dentro da própria residência onde moravam mãe e filho.
Jonathan Sousa foi apresentado ao veterano delegado Álvaro Gomes da Silva, de plantão na Seccional Urbana de Marituba, pelo cabo Santos Júnior, lotado no 21º BPM. Ele informou que se encontrava no comando da viatura 2104 com os soldados João Brito e Judson quando foram acionados via CIOP, para atendimento de uma ocorrência de violência doméstica no bairro União na grande Marituba.
“Quando chegamos ao local visualizamos a vítima com uma bandagem envolvendo o seu antebraço esquerdo e seu companheiro informando que o autor do delito teria sido o próprio filho Jonathan Sousa da Paz após um desentendimento no interior do lar”, informou o cabo Santos Júnior.
A vítima foi conduzida por um motoqueiro até o Hospital Metropolitano, onde ficou internada para atendimento médico e corria o risco de perder os movimentos do braço, enquanto o acusado foi conduzido para a Seccional de Marituba, sendo autuado por violência doméstica, seguindo para o presídio local.
Quando o DIÁRIO chegou à Seccional de Marituba, o ajudante de pedreiro Jonathan Sousa se encontrava aos prantos. Chorando mais que bezerro desmamado, o rapaz contou, entre soluços, que estava bebendo em um bar e quando chegou viu seu padrasto discutindo com sua mãe e resolveu intervir.
Jonathan disse ao DIÁRIO que passou a discutir verbalmente com o padrasto, identificado como José Fernando, momento que se armou com uma faca e realmente avançou contra seu padrasto, mas sua genitora interviu na situação e ali veio a atingi-la no braço, mas nunca teve a intenção de machucar sua mãe.
“Quando vi o sangue fugi de casa com medo de me lincharem. Meu padrasto é acostumado a bater em minha mãe, mas ela nunca teve coragem de denunciá-lo”, disse chorando o ajudante de pedreiro, que nunca foi preso e que agora vai ter a situação agravada, uma vez que o delegado Álvaro Gomes deve pedir medidas protetivas para Paula Denise.
(Diário do Pará)
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