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POLÍCIA

Policial evita fuga do Cramma e é preso

Na manhã desta segunda-feira (19), uma tentativa de fuga foi frustrada pelo policial J Morais, que integra o corpo da guarda do Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes em Marabá. Era por volta das 10h quando o policial percebeu uma movimentação sus

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Na manhã desta segunda-feira (19), uma tentativa de fuga foi frustrada pelo policial J Morais, que integra o corpo da guarda do Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes em Marabá. Era por volta das 10h quando o policial percebeu uma movimentação suspeita de detentos que estavam se preparando para saltar o muro e efetuou dois disparos em direção aos presos.Os detentos Antonio Carlos de Sousa Silva e Marks Dhon da Silva foram atingidos de raspão por estilhaços de projéteis de fuzil, disparados pelo policial.

Para este caso, contudo, há outra versão, dando conta, que deliberadamente, o policial teria atirado nos detentos, que jogavam futebol no solário do Pavilhão B.A bola dos detentos teria sido chutada para fora do muro, sendo que os detentos pediram que o policial a apanhasse, e partir daí, uma discussão teria iniciada a ponto de culminar com os dois tiros disparados pelo soldado.Ambas as versões carecem de comprovação.

De certo é que depois do episódio, o soldado J. Morais foi preso e conduzido até o 4ª Batalhão de Polícia Militar onde ficou de ser ouvido em termo de depoimento e deve ser submetido a um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD).Por sua vez, a direção daquela casa penal, por meio do major Marcos, não se pronunciou a respeito do episódio e que a direção do Sistema Prisional Susipe, com sede em Belém iria enviar uma nota a respeito do caso, contudo, até o fechamento desta matéria ainda não tinha havido nenhum pronunciamento oficial.Desta feita, o caso fica no campo das especulações.

Segundo o advogado que defende os interesses do soldado J. Morais, Odilon Viera Neto, sustenta que o policial agiu no estrito cumprimento do dever legal.Ainda de acordo como advogado, há uma série de deficiências no sistema de guaritas do Crama, entre elas a falta de comunicação do sentinela com o restante do corpo da guarda.Por conta disto, o disparo é um dos meios eficazes para aviar ao restante dos policiais que está em andamento uma eventual fuga. “Foi o que o policial fez, entendeu que os detentos estavam tentando saltar o muro e atirou para evitar a fuga e agora pode ser penalizado, o que é uma aberração jurídica”, ensina.

Os dois detentos não quiseram conversar com a imprensa para se posicionarem a respeito do assunto.Ele vai responder a um inquérito policial militar e ficou de ser transferido para o presídio Anastácio das Neves na capital.

(DOL, com informações de Edinaldo Sousa/Diário do Pará)

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