A reconstituição da ação que causou o desaparecimento de um jovem no centro de Belém foi marcada por contradições. A afirmação é do promotor de Justiça Militar, Armando Brasil, no programa Brasil Urgente da RBATV. A reconstituição foi realizada na manhã desta quinta-feira (22), na rua Henrique Gurjão, bairro do Reduto, em Belém.
De acordo com o promotor, o que mais intriga nas investigações é a forma como os policiais trabalharam, uma vez que não souberam dizer sequer o nome do atendente do Centro Integrado de Operações (Ciop) a quem deveriam comunicar a ocorrência.
Outros dois pontos controversos destacados pelo promotor foram: a falta de confirmação sobre a conversa entre os policiais, e o local onde o jovem foi levado e deixado.
Ainda segundo Brasil, em depoimento, os três militares confirmaram a agressão, ou seja, deverão responder no processo administrativo por lesão corporal, abuso de poder e prevaricação.
Um Conselho de Segurança será aberto para auxiliar a Corregedoria da Polícia Militar e da Promotoria de Justiça que investigam o caso.
(Kleberson Santos/DOL)
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