Em entrevista coletiva à imprensa, realizada na manhã do sábado (31), a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe) reconheceu a situação precária dos presídios do Estado denunciada pela Coordenação de Acompanhamento do Sistema Carcerário do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
No entanto, o órgão questionou o fato de não ter sido procurado pelo Conselho da OAB, para saber o que o governo estadual está fazendo para solucionar os problemas relacionados ao sistema penal.De acordo com a Susipe, a população carcerária do Pará é de 12.582 detentos para apenas 7.522 vagas nos presídios, o que deixa claro o caso de superlotação das casas de detenção do Estado.
“Sim, temos esse déficit de vagas que torna as prisões do Pará superlotadas e passível desses problemas estruturais”, admitiu o tenente-coronel André Cunha, superintendente da Susipe.Para tentar solucionar o problema, o superintendente garantiu que o governo estadual vai disponibilizar mais 1.800 vagas em casas de detenção, até o final deste ano, além da construção de 15 novos presídios em dez municípios do Pará, o que vai gerar mais 4.237 vagas, até 2016.
“Há o interesse do governo em equalizar mais vagas com a construção desses novos presídios com o objetivo de reduzir a superlotação das atuais casas de detenção”, garantiu André Cunha.Em função disso, o superintendente da Susipe classificou como vaga a inspeção da Coordenação da OAB sobre os presídios do Pará. “Foi vaga porque eles não nos procuraram para saber qual a estratégia que o Governo do Estado tem para combater os problemas das casas de detenção do Estado, conforme foi verificado por eles. Se fizessem isso, veriam que temos um plano orçamentário que visa a construção de novos presídios, que visam melhorar as condições dos presos”, concluiu André Cunha.
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(Diário do Pará)
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