De cara na lama, sufocado com o próprio sangue e com a cabeça esfacelada pelos golpes que lhe foram dados com um pedaço de pau. Foi triste o fim da vida do pedreiro Raimundo Carvalho da Costa, 45, que foi brutalmente assassinado na noite da última sexta-feira, 6, em Marituba. O crime aconteceu na Dr. Ernesto, próximo à Chácara Arca de Noé, no bairro São Pedro. A polícia investiga se foi um latrocínio ou se a morte foi encomendada. O caso é que a vítima não tinha inimigos e era uma pessoa querida na comunidade. Raimundo morreu a golpes de pauladas.
Era por volta de 22h30 quando o morador Francisco Nascimento foi avisado pelo filho que um homem havia sido assassinado a uma distância de aproximadamente 30 metros de sua residência. “Eu corri para ver quem era. Quando cheguei aqui ele ainda estava agonizando, acho que morreu sufocado com o próprio sangue”, disse a testemunha.
Francisco disse que não houve nenhum barulho ou gritaria que pudesse ter atraído a atenção dos moradores e, possivelmente, evitado que o crime tomasse tais proporções. “Algumas pessoas disseram que ele estava de bicicleta, mas eu não vi nenhuma bicicleta. Se estava foi roubada”, ressaltou o morador, que afirmou que o pedreiro era uma boa pessoa. “Era um homem trabalhador”, descreveu.
De acordo com o cabo PM Neves, da 22ª Aisp, 1ª Cia de Marituba, a informação sobre o homicídio foi repassada pelo rádio por volta das 22h50. “Quando nós chegamos aqui, a vítima ainda estava viva, mas já não falava mais nada”, informou. “A população diz que não viram nada e nem ouviram nada. Predomina a lei do silêncio”, desfechou.
Próximo ao corpo, caído sobre a lama, estava o pedaço de madeira que foi usado para golpear a vítima. “Bateram somente na cabeça. Foi para matar”, disse a irmã de Raimundo, que não se identificou.
Ela disse que Raimundo teria ido visitar a ex-esposa, que mora no mesmo bairro. “Mas ela (a ex de Raimundo) não sabia do crime. Quando foram avisar, ela nem quis vim ver”, comentou a irmã. “Só depois que ela foi fazer a ocorrência na delegacia e ainda não voltou”.
(Diário do Pará)
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