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POLÍCIA

Trio perigoso só passa 18 dias na cadeia

Um dos assaltos com reféns mais violentos do ano ocorrido no dia 21 de maio deste ano em uma residência na passagem Saldanha Marinho no bairro da Pedreira acabou com três assaltantes presos em flagrante, duas armas apreendidas e pasmem dezoito dias depois

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Um dos assaltos com reféns mais violentos do ano ocorrido no dia 21 de maio deste ano em uma residência na passagem Saldanha Marinho no bairro da Pedreira acabou com três assaltantes presos em flagrante, duas armas apreendidas e pasmem dezoito dias depois os assaltantes Jorge França Seixas, Ladiuson Soares Laurinho e Heron Tabajara Ferreira Miranda foram soltos sem ao menos serem ouvidos na justiça.

O alvará de soltura do trio de delinquentes todos reincidentes foi assinado no dia 06 de junho pelo juiz substituto da 9ª Vara Penal da Capital Rafael da Silva Maia depois que o juiz titular Flávio Sanchez transformou a prisão em flagrante em prisão preventiva e negou no dia 27 de maio, portanto cinco dias após o crime, o pedido de liberdade para o trio.

No dia 29 de maio, novamente o advogado de Heron Tabajara Ferreira Miranda, o mais perigoso dos três elementos que já responde por latrocínio no ano passado e roubo majorado em procedimento policial no bairro do Marco, solicitou liberdade que também foi negada pelo juiz Flávio Sanches juiz em exercício da 1ª Vara de Inquéritos Policiais.

O que surpreende neste processo é a celeridade como tramitou tanto que no dia 30 de maio o processo saiu da 1ª Vara de Inquéritos Policiais cumprindo uma determinação e assim foi distribuído a 9ª Vara Criminal de Belém que tinha como magistrado respondendo o juiz Rafael da Silva Maia.

No dia 06 de junho o juiz Rafael Maia em um despacho mandou soltar Jorge França Seixas, Ladiuson Soares Laurinho e Heron Tabajara Ferreira Miranda custodiados no Centro de Triagem de São Brás. Imediatamente a Susipe cumpriu a ordem e apenas Laudison Soares Laurinho não foi solto porque existia pedidos de prisão de outras varas contra este acusado.

No despacho o juiz considera que o requerimento de diligências implicará maior elastério da prisão provisória dos indiciados, tendendo a configurar constrangimento ilegal tanto que o Ministério Público requereu a revogação do decreto de prisão preventiva que foi concedida 18 dias após praticarem um dos mais terríveis crimes contra a pessoa que é o assalto com reféns.

A delegada que autuou em flagrante delito o trio Rose Mary Gouvea procurada pelo DIÁRIO na noite desta sexta-feira (13) ficou pasma diante da situação, uma vez que os acusados a unanimidade não quiseram falar perante a autoridade policial, dizendo que somente fariam na presença do juiz e nem foi preciso, eles foram soltos muito antes da audiência que nem marcada foi.

(Diário do Pará)

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