Imediatamente policiais militares do 10º BPM/3ª CIA foram acionados pelo Ciop e a primeira informação dava conta de que pelos menos mais duas pessoas teriam sido atingidas pelos disparos.
O cabo Ivaldo com o soldado Lima, da viatura 1031, foram os primeiros a chegar ao local do crime, isolando a área enquanto a segunda viatura, do sargento Rangel, após ouvir relatos de testemunhas, tentava localizar o veículo através da barreira do Delta Uno, na saída da ilha, mas sem sucesso: os assassinos já tinham escapado.
Uma equipe da Divisão de Homicídios, com o delegado Eduardo Rollo, foi acionada e logo informações sobre o paradeiro do carro começaram a chegar. Duas horas depois, a Trinton L-200 preta foi localizada em um lava-jato no bairro de Canudos, sendo apreendida e levada para a Divisão de Homicídios.
De posse do veículo, o delegado Eduardo Rollo pretende chegar até os assassinos, que, segundo o lavador de carros, deixaram o veículo para lavar e que voltariam mais tarde para buscar. Uma campana foi montada no local onde o carro foi encontrado para tentar prender os criminosos.
Familiares de Manoel Henrik Figueiredo do Mar disseram na Delegacia do Outeiro, onde o caso foi registrado, que o mesmo não tinha passagens pela polícia e era considerado um bom filho e rapaz trabalhador. No entanto, enquanto os peritos do IML faziam a remoção, uma pessoa que pediu para não ser identificada disse que o crime pode ter sido passional, devido ao envolvimento da vítima com a mulher de um homem que a pessoa não soube precisar o nome.
Peritos do Instituto de Criminalística que estiveram no local recolheram cápsulas e projéteis de pistola 380 e, segundo testemunha, pelo menos duas dessas armas foram utilizadas para matar “Da Mata”, que teve 14 perfurações pelo corpo.
(Diário do Pará)
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