Há mais de um mês que o oficial de Justiça Willian Silveira da Cruz, está desaparecido. O Sindicato dos Oficiais de Justiça do Estado do Pará (Sindojus-PA) vem realizando buscas pelo oficial sem, no entanto, ter obtido qualquer informação. As informações do Fórum Penal da Capital, onde é lotado, é de que o oficial de justiça não retornou das férias que terminaram no último dia 6 de maio.
Contudo, há indícios de que ele desapareceu em meados de março, antes mesmo de entrar em gozo de férias marcadas para abril, uma vez que, segundo informações da Coordenação da Central de Mandados, o último contato do oficial Willian fora feito no dia 18 de março. “Pela lógica o oficial devolver os mandados que não foram cumpridos para sair de férias, mas ele sumiu e não devolveu os mandados”, destaca Asmaa Abduallah, vice-presidente do Sindicato.
Há mais de quinze dias o sindicato protocolou ofício junto à Secretaria de Segurança Pública do Estado porém, até a presente data, sequer houve resposta do ofício. Foi acionada também a presidência do Tribunal de Justiça do Estado e, assim como a Secretaria de Segurança Pública, até agora não deu retorno acerca de providências que eventualmente tenham tomadas. “A direção do Sindojus-PA irá levar o caso ao Conselho Nacional de Justiça e ao Ministério da Justiça pedindo providências para apuração”, afirma Edvaldo Lima, presidente do Sindicato. A informação é que o os familiares do oficial residiriam no Rio de Janeiro e Belo Horizonte e não haveria parentes dele nesse momento em Belém.
Mega traficante
De nada, ou quase nada, adiantou o trabalho dos policiais do Grupo Tático Operacional (GTO) que, no início do mês de março prendeu um dos acusados de ser o maior traficante da Vila do Rato: Fagner Wanzeller Barrada, o “Maluco”. Ele fugiu no último dia 15 de junho do Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama).
Não há maiores detalhes acerca desta fuga, que foi registrada na manhã desta sexta-feira (20) durante o plantão do delegado José Lênio Ferreira Duarte pelo vice-diretor do Crama, Francisco de Sales Aires, salvo pelo fato de o detento estar cumprindo pena no regime semiaberto.
É deste pavilhão que geralmente as fugas acontecem devido a fragilidade do sistema de vigilância. Ademais, a reportagem levantou que há uma guarita neste pavilhão, mas que ultimamente está servido apenas para abrigo de pássaros, pois não há sentinela de plantão.
Outra constatação não menos intrigante é o fato de o detento sequer ter sido sentenciado, contudo já estava custodiado neste regime - estinado exclusivamente para esse tipo de detento.
Em se tratando de ousadia, “Maluco” se destaca, tanto que ele, o irmão LeunanVanzeler Barrada, o “Leu” e o amigo Mateus Pinto da Silva em agosto do ano passado, se exibiram numa rede social, ostentando armas, numa clara demonstração de ousadia e apologia ao crime, nos moldes dos traficantes que agem nas grandes capitais.
(Diário do Pará)
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