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POLÍCIA

Corpo é encontrado na feira do Buraco Fundo

Um crime difícil para ser desvendado até que algum familiar compareça ao Instituto Médico Legal (IML) para reconhecer o corpo da vítima e facilite as investigações da polícia. É assim que abre as investigações sobre o homicídio que aconteceu na madrugada

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Um crime difícil para ser desvendado até que algum familiar compareça ao Instituto Médico Legal (IML) para reconhecer o corpo da vítima e facilite as investigações da polícia. É assim que abre as investigações sobre o homicídio que aconteceu na madrugada deste sábado, 21, numa área de periferia conhecida por “Buraco Fundo”, em Icoaraci. A vítima, morta com seis tiros, foi encontrada por moradores que ficaram curiosos ao ver carrinho de feira virado no meio da Rua do Centro, próximo a Soledade, com um desconhecido agonizando e que veio a falecer poucos minutos depois, antes do resgate chegar.

A princípio, os populares chegaram a pensar que ele teria morrido a pauladas, mas quando a perícia chegou ao local constatou que no cadáver havia seis perfurações por bala e lesões nas costas. Ninguém reconheceu a vítima, assim como todos os curiosos presentes nada sabiam informar.

De acordo com o sargento PM Jairo, que estava na viatura 1029, da 12ª Aisp, era por volta de 21h quando eles foram acionados por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para fazer a segurança de um resgate. “Aqui é uma área extremamente perigosa, ninguém se arrisca a entrar por aqui sem uma escolta policial. Já houve casos, inclusive, de policiais baleados nessa localidade”, disse o sargento.

A equipe do Samu constatou que o homem, que aparenta ter cerca de 25 anos, estava morto e os policiais, então, acionaram a Divisão de Homicídios. O sujeito levou seis tiros nas pernas, que aparentemente ficaram quebradas.

No local do crime, as características era a de um cenário de crime macrabo que aconteceu em uma via sem infraestrutura e saneamento, com pouca iluminação. O carrinho, todo ensanguentado. O que se observou foi que a vítima não chegou a ser assassinada naquela rua, mas antes foi torturada e alvejada por tiros de arma pesada.

O corpo foi transportado até o local, onde foi abandonado. Provavelmente para ser visto por alguém que pudesse prestar socorro. “Ao que parece, não queriam mata-lo, e sim deixa-lo alejado”, comentou uma testemunha que observava o trabalho da perícia.

O delegado Leonir Cunha, da Divisão de Homicídios, acompanhou os trabalhos dos peritos. “Ainda não temos a identificação da vítima. A equipe de policiamento que chegou aqui mais cedo informou que ninguém fala nada. Aqui é uma área vermelha, então as pessoas temem em falar”, disse. O próximo passo da investigação é identificar a vítima.

(Diário do Pará)

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