A partir de depoimentos de testemunhas oculares durante a investigação de um dos crimes violentos que aconteceram no fim de semana na Região Metropolitana de Belém, a Polícia Civil divulgou ontem o retrato falado construído com base nos relatos de pessoas que presenciaram a morte do taxista Joaquim de Sousa, 62, assassinado por dois homens durante um assalto no Icuí – Guajará.
O crime aconteceu no início da tarde do dia 15 deste mês, momento em que a vítima supostamente teria se assustado com a aproximação de dois rapazes montados em uma bicicleta e tentou reagir à suposta ação criminosa, mas acabou sendo baleada e morrendo no local.
O caso foi registrado na Seccional Urbana da Cidade Nova e está sendo investigado pelo delegado Paulo Davi. De acordo com o policial civil Roberto Figueiredo, o depoimento de uma testemunha ocular foi fundamental para a construção da imagem de um dos acusados. “Ela descreveu as características físicas de um dos envolvidos no assassinato, que estava armado”, disse o escrivão.
“Desde o início suspeitávamos de outros dois comparsas, conhecidos como ‘Bebê’ e ‘Piu-piu’, mas já descartamos a hipótese. Eles iriam assaltar o taxista, mas os bandidos não chegaram a anunciar. Sabemos que o taxista se chocou com a bicicleta que eles estavam, arrastou por alguns metros e eles passaram a atirar na vítima. Não levaram nada. Ainda não há informação alguma sobre o outro envolvido”, explicou Roberto.
Joaquim de Sousa fazia parte de uma associação da categoria na Cidade Nova 4 e morreu no local, dentro do próprio carro. Havia uma passageira que também presenciou o crime. Naquela tarde, a vítima havia ido buscar uma cliente no Icuí e seguia com destino ao Aeroporto Internacional de Belém. Porém, ao passar pelo conjunto Cristo Redentor, foi surpreendida pela ação criminosa.
Figueiredo ressaltou que a polícia tem até 60 dias para concluir o inquérito.
(Diário do Pará)
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