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POLÍCIA

Suspeito em morte de líder quilombola nega crime

Já está detido Eugênio Pantoja dos Santos Filho, 31, mais conhecido como “Perneta”, suspeito de participar da morte do coordenador do movimento quilombola Artêmio Amaral Gusmão, na noite da última sexta-feira (04), no município do Acará. A vítima e o s

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Já está detido Eugênio Pantoja dos Santos Filho, 31, mais conhecido como “Perneta”, suspeito de participar da morte do coordenador do movimento quilombola Artêmio Amaral Gusmão, na noite da última sexta-feira (04), no município do Acará. A vítima e o suspeito eram primos e, segundo a polícia, uma desavença antiga entre eles seria o motivo para o assassinato. Eugênio negou envolvimento. De acordo com o delegado Lenoir Cunha, da Divisão de Homicídios, os policiais civis foram comunicados no dia seguinte do crime. Ao se aproximar do endereço apontado, cujo acesso era pela cidade de Tomé-Açu, a 74 Km do local do assassinato, a equipe que saiu de Belém se deparou com o pai da vítima, José Amaral.

“Ele nos levou até o local do crime, mas no caminho disse os nomes dos matadores: Atito Dias Gonçalves, o ‘Largato’, e os irmãos Rogério Pantoja e Eugênio Pantoja Filho, o ‘Perneta’ ou ‘Genival’”, afirma. O pai de Alair contou à polícia que naquela noite, o filho vinha de um vilarejo onde foi assistir ao jogo, a 10 Km dali. Tinha consumido bebida alcoólica e não havia outro caminho para retornar para casa, inclusive, aquela região onde tudo aconteceu, fica próximo à casa dos suspeitos, que possivelmente observaram quando a vítima passou.

Os criminosos ficaram de tocaia e, no momento que Alair diminuiu a velocidade ao passar em uma ponte no Assentamento Primeira Calmaria, por volta das 22h, eles o abordaram a tiros de espingarda – como é costume o manuseio desse tipo de arma devido à caça. O rapaz teria caído da moto, em seguida, no rio Ipitinga. O carona, José Renato Gomes, conseguiu se esconder na mata sem que os criminosos o encontrassem.

Alaildo, Joel e Josenildo vinham atrás da vítima, mas não teriam escutado os tiros. Eles sentiram o cheiro e a fumaça da pólvora e, após chamarem pela dupla, encontraram apenas Renato. Os quatro ainda foram surpreendidos por outros tiros feitos pelos criminosos e Alaildo chegou a ser atingido na perna esquerda. No dia seguinte (05), o corpo de Artêmio foi encontrado no rio com marcas de tiros e retalhado a terçadadas.

Eugênio foi encontrado pelos policiais após denúncias feitas pelos parentes dele, que o reconheceram como um dos envolvidos, já que possuíam rixa antiga. O suspeito foi interrogado e somente após horas teria confessado que foi “obrigado” pelo irmão – Rogério – a efetuar os disparos contra os demais parentes, que procuravam por Alair. Um dos tiros atingiu Alaildo.
Lenoir Cunha autuou Eugênio por homicídio qualificado, por meio de emboscada. Os outros supostos envolvidos não foram encontrados pela polícia, mas terão a prisão preventiva solicitada à justiça.

(Diário do Pará)

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