“Ainda falei para ele me matar em vez de matar a minha filha”, disse o pai de Marcele dos Reis da Silva, 22 anos, assassinada - na frente de uma de suas filhas e do pai - com dois tiros na cabeça, na noite da última terça-feira (8). O crime ocorreu na passagem 27 de Outubro, no conjunto Carlos Marighela, bairro do Aurá, em Ananindeua. O principal suspeito é o próprio namorado da vítima. A polícia trabalha com duas linhas de investigação. Segundo informações da polícia, uma das hipóteses do caso é de que o suspeito, identificado pelo prenome de “Alan”, teria assassinado a namorada por ciúmes. A outra linha – mais provável, segundo a polícia - é de que o crime poderia estar relacionado com o tráfico de drogas. Conforme relatos, este já seria o quarto homicídio cometido por ele.
O sargento PM César Fernandes, da viatura 0618, do 29º Batalhão de Polícia Militar (BPM), disse que o suspeito do crime chegou de moto à casa do pai da vítima e a chamou no portão da frente.
“Nós fomos informados de que a moça foi morta pelo próprio namorado, conhecido apenas como ‘Alan’. Ele chegou aqui de moto com um amigo. Chamou a Marcele e ela veio, mas quando viu saiu correndo e entrou na casa. O criminoso invadiu a residência e a matou a tiros na frente do pai e de uma filha. Em seguida, fugiu. Nós sabemos que ele é traficante aqui da área e já matou outras pessoas”, disse.
O pai da vítima, Albino da Silva, de 52 anos, contou que “Alan” havia ameaçado sua filha de morte trinta minutos antes de matá-la. Eles teriam discutido durante uma ligação telefônica. Foi a última discussão de uma relação que durou pelo menos quatro meses.
“Meia hora antes de vir aqui, ele ainda estava conversando com a Marcele por telefone, logo depois que jantamos. Ele tinha ciúmes dela. Daí, ela mesma me contou que ele disse que vinha aqui em casa para matá-la. Eu não acreditei. Depois de uns trinta minutos ele apareceu aqui com um revólver e já vi quando ele tava atirando nela. Ainda falei para ele me matar em vez de matar a minha filha”, contou.
O corpo da vítima ficou estirado em um dos quartos da casa. Os peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves realizaram o levantamento de local de crime e a Divisão de Homicídios (DH) colheu informações sobre o caso.
O cadáver foi removido para o Instituto Medico Legal (IML) e o homicídio foi registrado na Seccional Urbana de Ananindeua. Até o fechamento dessa edição o suspeito do crime ainda não havia sido encontrado.
(Diário do Pará)
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