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POLÍCIA

Latrocida foragido é acusado de estupro

Wanderley Correa Ferreira, 29 anos, encontrava-se foragido desde o último dia 27 de junho do sistema penal, onde cumpria pena por latrocínio, após roubar e matar um investigador da polícia Civil. Não demorou muito tempo para Wanderley cometesse outro c

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Wanderley Correa Ferreira, 29 anos, encontrava-se foragido desde o último dia 27 de junho do sistema penal, onde cumpria pena por latrocínio, após roubar e matar um investigador da polícia Civil. Não demorou muito tempo para Wanderley cometesse outro crime, vitimando uma estudante universitária por meio de violência sexual, em uma área de vegetação localizada na Rua Pistão, no bairro de Águas Brancas, na noite do dia 3 de junho.

Muito abalada e com uma certa dificuldade em relatar o que ocorreu durante a pior noite de sua vida, a estudante de contabilidade, que preferiu ter sua identidade preservada, contou que era por volta de 22h quando retornava para sua casa depois de mais uma noite de estudos, quando foi surpreendida pelo estuprador que após passar por ela, retornou com o rosto coberto por um capuz, colocando uma faca no no seu pescoço, em seguida a levou para um matagal. “Pensava que ele iria buscar alguém na parada de ônibus quando passou por mim, logo tive um mal pressentimento, olhei para trás e percebi que vinha alguém correndo. Ele me abraçou com se fosse uma pessoa íntima e colocou uma faca no meu pescoço e me levou pro mato onde fez tudo o que podes imaginar”, relatou.

Além de estuprar a vítima, o acusado ainda ameaçou e tentou por diversas vezes estrangular a jovem. “Foi tudo muito rápido, ele tapou a minha boca e me enforcou tentando me matar. Ainda tive forças para lutar com ele que ameaçou me matar por diversas vezes.”

Não satisfeito, Wanderley ainda colocou o capuz na própria vítima com quem ficou circulando pela área de vegetação, sempre impedindo qualquer tentativa da jovem olhar para o seu rosto, em seguida efetuou novamente o abuso. “Ele colocou o capuz em mim e ficou andando no meio do mato e depois fez tudo de novo comigo. Ainda queria dinheiro, mas as únicas coisas que eu tinha era o meu celular e a calculadora cientifica, no caso mais valiosa. Tentei olhar pro rosto dele, mas me impedia e dizia que seu eu fosse denunciar, iria voltar e matar toda minha família”, narrou emocionada.
PRISÃO

Segundo o delegado da seccional de Ananindeua, Armando Mourão, a prisão ocorreu na manhã de ontem, após o trabalho de investigação da Polícia Civil, na tentativa de recapturar o foragido que também era apontado como principal suspeito do estupro. “Os policiais realizavam uma blitz, no conjunto Girassol também em Águas Brancas, quando pararam um traficante da área conhecido pela polícia, afirmando que Wanderley era o autor do estupro e apontou o local onde morava. Ao chegarmos na casa, encontramos o acusado na posse de um capuz, e do celular e carteira de meia passagem da vítima”, afirmou o delegado.

Wanderley confirmou que estava foragido, mas negou ter abusado sexualmente da estudante. Relatando que os pertences encontrados com ele foram comprados e o capuz era utilizado na realização de assaltos. “Comprei o celular por 100 reais e o capuz era para eu fazer uns assaltos”.

Apesar da vítima não ter visto o rosto do acusado, o reconhecimento ocorreu através do porte físico do acusado e das tatuagens espalhadas pelo corpo. Wanderley foi autuado por receptação e utilização indevida de documento e encaminhado para a seccional da Cidade Nova.

(Diário do Pará)

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