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POLÍCIA

Suspeito de matar odontólogo já está solto

Dos quatro suspeitos de envolvimento direto e indireto na morte do odontólogo Calixto José Yaghi, 66 anos, assassinado em abril desse ano, um deles já está solto: o técnico em meio ambiente Neemias Lopes da Silva. Ao contrário dos outros dois suspeitos

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Dos quatro suspeitos de envolvimento direto e indireto na morte do odontólogo Calixto José Yaghi, 66 anos, assassinado em abril desse ano, um deles já está solto: o técnico em meio ambiente Neemias Lopes da Silva. Ao contrário dos outros dois suspeitos, ele respondia nesse processo por crime de receptação, tendo em vista que o suspeito teria se apropriado de alguns objetos da vítima, como cópia do RG, cartão bancário, bem como uma folha de cheque.

Tais objetos teriam sido repassados por um adolescente de 17 anos, acusado, juntamente com o vigilante Ronivon Dias de Sousa estão sendo apontados com os autores deste latrocínio, já que os suspeitos, depois de ter matado a vítima, se apropriaram dos bens e promoveram verdadeira gastança do dinheiro do falecido.

Durante a oitiva do suspeito, que aconteceu na última quinta-feira (17), Neemias da Silva, confirmou diante do juiz titular da 5ª Vara Penal de Marabá, Marcelo Andrei Simão Santos, que de fato, usou o cartão de crédito da vítima para abastecer o carro dele em um posto de combustível de Marabá e para tanto, falsificou a assinatura do odontólogo.

Confirmou também, que de fato estava em poder dos documentos da vítima, mas que não descontou o cheque. A tese do advogado do suspeito, Odilon Vieira Neto, foi no sentido de revogar a prisão preventiva, tendo em vista que Neemias da Silva foi indiciado por receptação e falsidade ideológica e caso fosse condenado a pena não ultrapassaria quatro anos e poderia ser convertida em medidas cautelares alternativas.

Diante de tais argumentos, o juiz Marcelo Andrei deferiu o pedido e determinou a soltura do suspeito. Na manhã de sexta-feira (18) o suspeito foi solto, tendo em vista que o alvará comunicando a decisão ficou de ser encaminhado à direção do Centro de Recuperação de Marabá (CRM).

O CRIME

Calixto Yaghi, como era conhecida a vítima, foi morto com um golpe de “mata leão”, que teria sido aplicado pelos suspeitos, Ronivon Dias de Sousa e o adolescente de 17 anos. O crime aconteceu na casa da vítima, na Folha 30, Nova Marabá. Os dois, calmamente, se apossaram do carro da vítima, retornaram até a casa da tia do adolescente, apanharam uma enxada e uma pá.

Retornaram para a Folha 30, colocaram o corpo dentro do carro e rumaram pela BR-155 e pararam no Assentamento 26 de Março, onde sepultaram o corpo numa cova rasa.

Ainda na madrugada foram até uma estrada vicinal na Reserva Indígena, Mão Maria, em Bom Jesus do Tocantins, onde esconderam o carro, um Voyage.

Dias após o crime, continuaram gastando o dinheiro da vítima com farras e compras no comércio local, até quando foram presos por uma equipe da Polícia Civil comandada pelo delegado superintendente regional Ricardo Oliveira do Rosário.

(Diário do Pará)

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