As ruas esburacadas e ainda de piçarra dificultam os trabalhos de policiamento ostensivo da Polícia Militar, na 1º rua do Tapanã, no bairro que possui o mesmo nome. Além disso, outros fatores como o aumento do tráfico de drogas e o baixo investimento nas escolas são apontados como pontos que intensificaram a violência, segundo contam os moradores.
A sensação de insegurança é constante na vida das pessoas que moram naquele bairro. Na última quinta-feira, 14, um assaltante entrou em um Posto de Saúde do bairro se passando por paciente, preencheu a ficha de cadastro e, aproveitando o momento oportuno, abordou uma médica que estava de plantão com uma faca, efetuando o assalto e levando os pertences da vítima. O suspeito foi interceptado pela Polícia Militar, que foi acionada pelo Ciop.
Perguntadas sobre o que sentem depois do ocorrido, as pessoas demonstram que estão desamparadas. Elas explicam que o número de assaltos só tem aumentado e que o policiamento da área é reduzido.
Antônio Pedro disse que o perigo de morar no bairro só tem aumentado. “O Tapanã está completamente abandonado. Essa rua aqui, (1º Rua) era a melhor de morar, mas agora, nossos filhos são assaltados em frente das nossas próprias casas. Não nos sentimos seguros”, disse.
“Anteontem, um vizinho foi assaltado. Ele tinha acabado de sair do banco e dois homens o seguiram de moto até próximo da casa dele. Quando ele foi chegando eles levaram tudo dele, quase 18 mil reais”, contou.
Mesmo nunca tendo passado diretamente por uma situação semelhante a assaltos, Nilton Fonseca disse que a filha dele já reagiu a um assalto, mas logo depois ele a aconselhou a nunca mais repetir o gesto. “Ela começou a fazer uma arte marcial e quando foi abordada, ela não quis entregar a bicicleta em que estava e deu uns golpes no assaltante que lhe alvejou com uma arma de fogo, mas o revolver travou e os tiros não foram disparados. Tempos depois conversei com ela pra nunca mais fazer isso”, contou.
PM
Em nota, a Polícia Militar disse que a área do Tapanã tem policiamento 24h com uso de viaturas, motocicletas e operações diárias de prevenção e fiscalização, inclusive com prisões regulares de criminosos, onde se destacam os envolvidos com o tráfico de drogas.
Em áreas como o Tapajós e outras regiões, segundo a polícia, é destaque o policiamento a pé e a participação efetiva da comunidade. “A PM está sempre disponível para reunir com as comunidades e discutir ações de prevenção e de enfrentamento à criminalidade”, diz a nota.
(Diário do Pará)
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