Um dos acusados de matar a empresária Márcia Guimarães Arruda a tiros na tarde da última segunda-feira, acreditem, apesar das constantes passagens pela polícia, teve suas penas consideradas extintas pela Justiça. Rômulo Carlos Loureiro Pimentel, o “Cara de Porco”, é um dos muitos beneficiados com o indulto previsto em decreto presidencial. Segundo nota enviada pela Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe), o ex-detento teve as penas extintas pela Justiça precisamente no dia 25 de junho de 2014.
“Cara de Porco” foi beneficiado por um decreto presidencial de indulto que prevê a extinção da pena, após ter recebido liberdade condicional. O benefício dá a ele o direito de não responder mais a nenhum processo perante a Justiça, tendo inclusive o direito de emitir certidão negativa de crimes.
Segundo a Susipe, Rômulo Carlos foi preso por roubo qualificado e esteve custodiado no Centro de Recuperação Pará III (CRPP III), no Complexo Penitenciário de Santa Izabel, até setembro de 2013.
Na última terça-feira, um dos acusados de terem participado da ação, Tiago de Castro Pena, 23 anos, foi preso. Em depoimento, ele confessou o crime, mas alegou que não sabia do assalto, afirmando que teria sido contratado por R$ 5 mil para fazer a entrega de uma encomenda.
COMO ACONTECEU
Por volta de meio-dia da segunda-feira passada, os dois homens envolvidos diretamente no assalto, entre eles “Cara de Porco”, renderam um homem que dirigia o carro de sua propriedade e o levaram como refém. A vítima estava com o filho de nove anos no carro. Depois, os assaltantes mandaram o motorista rondar o posto de combustível, até por volta de 13h30, quando mandaram estacionar no local, no momento em que o casal saía de carro do posto.
Os empresários Márcia Arruda Godinho e o marido Alberto Arruda Filho (este baleado e ainda internado em um hospital particular de Belém) tinham uma rotina de, toda segunda-feira de manhã, retirar a arrecadação do final de semana, tanto da venda de combustíveis quanto da loja de conveniência que funciona no local, do cofre do posto de combustível. O dinheiro seria depositado em um banco na avenida Gentil Bittencourt, centro de Belém. Porém, nesta segunda-feira, houve um atraso e o casal só deixou o local por volta de 13h30. Foi quando os bandidos saíram de dentro do carro, onde mantinham pai e filho reféns, e passaram a atirar em direção ao carro do casal.
Nas investigações, a equipe da Divisão de Homicídios apreendeu na casa de um dos suspeitos uma calça de gari da Prefeitura de Ananindeua e o telefone celular da empresária. O aparelho foi destruído pelos bandidos. Cinco pessoas teriam participado do crime e os suspeitos, segundo investigações, tinham informações privilegiadas sobre a rotina do casal, dono do posto de combustível e todos já estão identificados, mas os nomes de alguns estão sob sigilo.
(Diário do Pará)
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