O delegado Walter Resende, diretor da Seccional Pedreira, instaurou, naquela unidade, inquérito policial para apurar a execução com sete tiros, no último dia 24, domingo, do jovem Lander José de Assunção Cristo, 22 anos.
Um homem que estava em um automóvel branco, com outro no volante, perseguiu Lander quando o rapaz estava dirigindo um automóvel Honda Civic. Na travessa Timbó, entre a avenida Antônio Everdosa e passagem Saldanha Marinho, bairro da Pedreira, o Honda foi trancado e o atirador saiu disparando contra o rapaz e fugiu em seguida.
Moradores do local conseguiram prestar socorro a Lander, mas ele morreu no Hospital do Pronto-Socorro do Umarizal.
Segundo o que já foi apurado nas investigações da Seccional da Pedreira, o crime estaria ligado à morte de um traficante, ocorrida há cinco meses, lá mesmo na Pedreira.
Segundo ainda a Polícia, Lander estava tendo um caso amoroso com a mulher de um traficante que comandava o tráfico no bairro, a partir de uma “boca” localizada na passagem A.
Ao descobrir que estava sendo traído, o traficante foi tomar satisfações com Lander, mas se exaltou em ameaças. Por isso, o rapaz, que era praticante de artes marciais, aplicou-lhe uma surra.
Dois dias após a surra, o traficante apareceu assassinado a tiros.
A Polícia diz que integrantes do bando que servia ao traficante atribuíram a morte do chefe à Lander e juraram matá-lo, já que, na época, a polícia da Pedreira não conseguiu juntar provas que incriminassem Lander.
Recentemente um irmão do tal traficante morto saiu da cadeia, onde cumpria pena por tráfico. Ele teria mandado matar o rapaz.
Essas informações já constam de depoimentos tomados na Seccional da Pedreira e o delegado Walter Resende disse que é o caminho para esclarecer o delito.
Lander era filho de uma empresária bem sucedida do bairro da Pedreira e ele possuía uma vida de playboy.
Uma moradora das proximidades da casa da empresária mãe do jovem conta que o rapaz, por ser de boa aparência, vivia rodeado de garotas: “Ele era um playboy. Tinha moto envenenada, automóvel Honda de luxo e até um bugg, no qual desfilava a quando das vitórias do Paysandu. As meninas suspiravam por ele”.
No local do crime ainda estão na rua vidros quebrados do para brisas do Honda Civic, atingido pelos tiros do matador.
O delegado Walter Resende disse que o delito ocorreu às 19h20 do domingo, havia muita gente na rua e o autor dos disparos estava de “cara limpa” e poderia ser reconhecido.
Assim, quem puder ajudar, indicando algum informe que possa levar a polícia a esclarecer o fato ou prender o assasino, deve ligar, sem se identificar, para o fone 181, o disque-denúncia da Polícia.
(Diário do Pará)
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