José Aldair de Oliveira, 51 anos, foi preso, na manhã de ontem, dentro de uma agência bancária, na Alcindo Cacela, bairro da Cremação, enquanto aguardava para receber mais um cartão de crédito solicitado com carteira de identidade falsa. A Polícia Civil (PC) chegou ao criminoso por meio de denúncia anônima.
Um dia se chamava José Airton da Silva, no outro, Francisco Aldair Costa da Silveira. Com nome fictício, o professor de Química, funcionário do Estado, ex-proprietário de um curso pré-vestibular em Belém, se tornou mestre em aplicar golpes com documentação em lojas comerciais.
Na residência dele, localizada na Bernardo Sayão, os policiais encontraram a verdadeira identidade, outra falsificada, e oito cartões de crédito de bancos e de grandes lojas de Belém. O acusado usava os créditos liberados para efetuar inúmeras compras e depois não pagava.
Durante o flagrante dentro do banco, José insistia em dizer que o documento era original ao apresentar a cópia de uma das carteiras falsas. A polícia confirmou a falsificação ao verificar os dados da identidade junto ao Instituto de Identificação da Polícia Civil. Para tentar reverter a situação, o acusado contou que o documento original estava em casa.
“Quando recebemos a denúncia, encaminhamos dois polícias de moto, para que ele não desconfiasse e tentasse fugir. A denúncia veio quando o suspeito colocou o dedo na máquina para fazer o cadastro biométrico e bateu em outro CPF. ’’, explica o delegado da Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe), Neyvaldo Silva.
Segundo o delegado, os golpes vinham sendo aplicados há um ano. ‘’Temos cartões de crédito de 2013. Vamos investigar quanto foi o prejuízo dos comércios’’. O advogado do professor não quis falar sobre o caso. José foi autuado por falsificação de documento público, falsidade ideológica e estelionato e permanece à disposição da Justiça. A pena é inafiançável e ele poderá ficar preso de um a seis anos.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar