Monitorando as redes sociais, o serviço de inteligência da Guarda Municipal de Belém descobriu um esquema criminoso em uma festa rave em um sítio localizado na rua do Japonês, no bairro do Bengui, em Belém.
Todo o esquema para flagrar os participantes da festa foi montado através de uma operação com 50 guardas municipais, ônibus para transportar os adolescentes para o Conselho Tutelar, motos para acompanhar quem estava de carro e apoio da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.
O DIÁRIO e a RBA/TV acompanharam com exclusividade a entrada dos guardas municipais no sítio que, segundo o organizador do evento Jorge Charles, foi alugado por R$ 500,00 para dar as boas vindas a um DJ carioca que estava visitando Belém.
O que o organizador não soube explicar foi a presença de dezenas de menores de idade, a maioria meninas, que por volta das 21h ainda permaneciam no local sem a presença de responsáveis, onde “rolava” de tudo, desde bebidas com alto teor alcoólico, passando por drogas e sexo.
Os guardas municipais não permitiram que ninguém das 300 pessoas que estavam no sítio deixasse o local, enquanto agentes femininas faziam uma varredura em busca de drogas e documentos dos adolescentes.
O comandante da operação, depois de uma busca nas dependências da casa, encontrou “petecas de cocaína” escondidas. “Isto prova que muita droga deve ter rolado nesta festa”, disse.
Procurando esconder os rostos das câmeras e máquinas fotográficas, as meninas foram levadas em um ônibus da Guarda Municipal para o Conselho Tutelar da Marambaia, enquanto os adultos foram apresentados na Seccional Urbana da Marambaia.
O responsável pela “zona” no local, que se disse promoter, falou ao DIÁRIO que estava sendo feita uma triagem na portaria, uma vez que a festa rave foi organizada nas redes sociais, mas não soube explicar o porquê de tantos adolescentes consumindo álcool e drogas e até cenas de sexo explícito na piscina do sítio.
Muitos dos pais e mães, procurando se esconder da reportagem, estavam na porta do sítio querendo saber “para onde iam levar a minha bebê”. Uma mãe revoltada disse que a filha havia dito que ia a um shopping no Entroncamento para marcar uma rodada de estudo.
Na saída, a população vaiou os adolescentes, enquanto o “promoter” foi levado para responder criminalmente pela festa, que não tinha licença de nenhum órgão fiscalizador, sendo que o dono agora também será chamado.
(Diário do Pará)
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