A rua Itaboray, no distrito de Icoaraci, em Belém, é alvo de assaltos e de usuários de drogas. É o que denunciam os moradores da área, que já estão cansados de sofrerem arrombamentos, furtos e de viverem sobressaltados. O perímetro entre as ruas Manoel Barata e Siqueira Mendes é o mais perigoso, segundo os moradores. Essa área é marcada por possuir uma grande extensão de comércios e ainda de abrigar o Hospital Abelardo Santos. Mas nenhum motivo parece afastar os riscos do trecho.
O comerciante Juvenal Souza, de 49 anos, possui um estabelecimento fixo na área, mas foi obrigado a mudar a rotina de seu trabalho por conta dos intensos assaltos. “Aqui eu fazia seresta, mas agora abro o bar até as 17h. Todo mundo fecha antes de anoitecer com medo de ser assaltado. Já tive o bar arrombado cinco vezes, sendo que em uma delas eu estava dentro e foi à mão armada. É terrível ter que passar por uma situação dessas, agora a gente faz bicos para complementar a renda”, contou.
O comerciante informou que na 3º Rua funciona um Fórum e que isso não afasta a situação de perigo no local. Outro ponto de risco dos assaltos é a parada de ônibus, onde passageiros mais ameaçados são as mulheres. “As pessoas têm até medo de descer do ônibus. Próximo à antiga linha de trem ficam muitos usuários de drogas fumando. E aproveitam a melhor hora para fazerem suas vitimas”, disse.
É comum os comerciantes lembrarem-se de histórias de assaltos que ocorreram naquelas proximidades. “O rapaz daquele salão de beleza da esquina da Terceira Rua já foi assaltado mais de seis vezes. Chegaram lá e anunciaram o assalto e levaram tudo”, comentou.
As grades que tomam conta do centro urbano das grandes cidades para evitar o perigo dos assaltos e demais males também são fáceis de serem vistas nesse trecho da rua Itaboray. Com medo, as pessoas passaram a vender lanches e quitutes por trás das grades.
Um comerciante que não quis se identificar disse que permanece com a sua lanchonete aberta até as 23h, mas faz isso confiando no funcionamento da guarda do hospital que fica próximo. “Estamos há pouco tempo aqui e nunca fomos assaltados, mas sei que muita gente já passou por isso. Estamos protegidos apenas por Deus, porque o policiamento nessa área é deficiente”, comentou.
(Diário do Pará)
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