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POLÍCIA

Portel é abalada por três mortes em 24 horas

A violência continua destruindo famílias no Estado do Pará sem que o Governo nem em longo prazo consiga devolver a tranquilidade de um Estado que hoje ocupa as manchetes até internacionais como um dos mais violentos do mundo. No pequeno município de Port

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A violência continua destruindo famílias no Estado do Pará sem que o Governo nem em longo prazo consiga devolver a tranquilidade de um Estado que hoje ocupa as manchetes até internacionais como um dos mais violentos do mundo.

No pequeno município de Portel, na Ilha do Marajó, cantado em prosa e versos pelo governo como um paraíso, em menos de 24 horas três pessoas perderam a vida em tragédias que demonstram a falta de segurança no Pará.

E pensar que somente as grandes cidades eram consideradas inseguras, agora, a violência chegou também no interior do interior. Na zona rural do município de Portel, às margens do rio Banã, afluente do rio Camarapi, o ancião Miguel de Aquino Tavares, de 70 anos, foi morto a pauladas, sendo o corpo encontrado submerso na beira do rio.

O registro foi feito pelo filho da vítima, Pedro Pereira Tavares, dando conta que seu pai saiu para pescar com Esmael de Almeida, conhecido por “Mael”, e depois de um desentendimento “Mael” teria matado o ancião e teria propalado isso a terceiros, indo se esconder em uma vila ribeirinha conhecida como Mucuim, onde acabou morto.

SEGUNDA MORTE

O segundo registro, desta feita da morte de “Mael”, foi feito pelo irmão Evandro de Almeida, informando que depois de ser acusado da morte do ancião, ele foi se esconder na vila Mucuim, no entanto, horas depois os homens identificados como Pedro, Damir, Velho e outros, cercaram a vila, conseguindo deter “Mael”.

Para os moradores eles disseram que iam entregá-lo à polícia, mas antes amarraram pés e mãos, colocaram em uma embarcação conhecida como “rabeta” e minutos depois os ribeirinhos escutaram tiros vindo do rio e meia hora depois os homens voltaram e desovaram o corpo de Esmael de Almeida, que apresentava um tiro na cabeça, três facadas no tórax e pauladas no rosto.

Um primo da vítima recolheu o corpo e o transportou em uma embarcação até o hospital da cidade, para ser necropsiado pelo médico de plantão, uma vez que não há Instituto de Criminalística na Ilha do Marajó.

TERCEIRA MORTE

O terceiro caso em Portel também aconteceu na localidade rio Cumucuru e foi relatado por Maria Raimunda Araújo Pinto, dizendo que seu filho adolescente virou “cavalo do cão” e deu um tiro de espingarda no irmão e no cachorro e ameaçou atirar em todos os parentes.

(Diário do Pará)

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