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POLÍCIA

Após 17 anos, pesadelo não foi todo solucionado

O sonho da mãe Jacira Modesto Nassar durou 17 anos. Tendo o filho assassinado no dia 30 de maio de 1997, a senhora viu apenas uma parte do sofrimento ser eliminada. Médico e deputado estadual, José Nassar Neto foi assassinado na entrada de casa, em Ico

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O sonho da mãe Jacira Modesto Nassar durou 17 anos. Tendo o filho assassinado no dia 30 de maio de 1997, a senhora viu apenas uma parte do sofrimento ser eliminada. Médico e deputado estadual, José Nassar Neto foi assassinado na entrada de casa, em Icoaraci. “A principal suspeita de ter mandado matar o meu filho passou dois anos presa, mas nunca foi julgada. Como ela era ré-primária, foi liberada”, lembra. “Mãe é mãe e não esquece nunca. O mínimo que a gente quer é a punição dos culpados”.

O julgamento finalmente aconteceu em 17 de setembro desse ano, e a senhora nutria a esperança de ver o processo concluído. “Eu perdi uma outra filha que se foi pela vontade de Deus mesmo e dói muito também, mas a dor é diferente. Com relação a ela eu consigo acalmar meu coração porque sei que foi a vontade de Deus, mas quando falo nele me vem aquela sensação de raiva que faz mal, e muito mal”, desabafa. “Eu pensei que essa investigação ia ser rápida, mas foi rolando, rolando e já se passaram 17 anos e quatro meses”.

No dia 17, o Conselho de Sentença do 3º Tribunal do Júri de Belém votou pela condenação de Benardino Colares Nunes, conhecido por Edson ou Nadinho acusado de ser um dos matadores do ex-deputado. A pena base aplicada de 25 anos foi reduzida em 1/6 pelo réu ter confessado o crime, sendo fixada em 20 anos e dez meses de prisão que será cumprida em regime inicial fechado. Na sentença a juíza decretou a prisão do condenado que respondia o processo em liberdade. Ainda na mesma sessão, também foi julgado e absolvido por insuficiência de provas Daniel da Silva Pantoja.

Um terceiro acusado, Francisco Dias Cardoso, conhecido por Francisquinho, que também seria julgado no dia 17, teve o júri desmembrado. Faltava ainda ser julgado Manoel do Socorro de Melo Barreto, conhecido como “Ripa”, suposto amante da viúva do ex-parlamentar, acusada de mandante do crime. A viúva será julgada numa terceira sessão marcada para 27 de novembro, segundo a assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça do Pará.

(Diário do Pará)

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