A Polícia Civil deve investigar os possíveis crimes virtuais praticados nas redes sociais após as 10 mortes registradas em Belém na noite da última terça-feira (4). Os boatos criados com montagens, áudios e vídeos que não correspondem aos fatos ocorridos serão investigados pela Divisão de Repressão e Prevenção a Crimes Tecnológicos.
Segundo o delegado Samuelson Igaki, que atualmente responde pela Divisão de Prevenção e Repressão a Crimes Virtuais, as pessoas que deturpam ou criam informações falsas podem responder judicialmente. “Quem cria e propaga informações inverídicas pode responder criminalmente por estes atos, mas precisamos verificar fato a fato para fazer a tipificação penal. Podem ocorrer diversas situações, como, por exemplo, incitação ao crime, apologia ao crime ou criminoso, a comunicação falsa de crime ou contravenção e o falso alarme, anunciando desastre ou perigo inexistente capaz de produzir pânico ou tumulto, que é a situação que estamos vendo hoje”, explica o delegado.
“Com certeza temos como descobrir a origem destas informações, e assim como a propagação foi muito rápida, a investigação para se chegar à autoria delas também pode ser. Não adianta uma pessoa postar algo em uma rede social como, por exemplo, uma falsa comunicação de crime, incitação ao crime, ódio ou qualquer coisa do tipo e depois apagar a postagem”, alerta o delegado.
A delegacia de crimes virtuais, deve ainda, apurar a incitação ao ódio e violência de perfis de civis e também militares. Qualquer um que for denunciado ou flagrado com comentários que incentivem à violência estará sujeito à investigação.
As denúncias relacionadas aos crimes virtuais podem ser feitas em qualquer delegacia de polícia ou na Delegacia Especializada da Divisão de Prevenção e Repressão a Crimes Virtuais, que fica na rua Oliveira Belo, 807, no Umarizal. As denúncias podem ser feitas pessoalmente e também de modo anônimo, por meio do Disque Denúncia, no número 181.
(DOL com informações da Agência Pará)
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