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POLÍCIA

População contesta órgãos de segurança

“É difícil ver o coronel da PM ir na televisão para dizer que a segurança na nossa capital está sob controle. Mentira isso”. A declaração é de uma moradora que viu a morte de perto na noite de terça-feira, na Terra Firme. Por razões óbvias, ela não quis s

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“É difícil ver o coronel da PM ir na televisão para dizer que a segurança na nossa capital está sob controle. Mentira isso”. A declaração é de uma moradora que viu a morte de perto na noite de terça-feira, na Terra Firme. Por razões óbvias, ela não quis se identificar, mas relatou os momentos de pânico que passou na noite passada, juntamente com outras pessoas que tiveram que se esconder em um templo evangélico. “Eu estava na rua Rui Barbosa, em um culto em uma igreja evangélica, e ouvimos os barulhos das motos e tiros, bem na esquina da rua Liberdade, aí corremos para ver. Eram umas 10 motos e mais um carro preto. Fechamos a porta da igreja e ficamos trancados até às 23h”, conta.

A moradora afirma que os ocupantes das motos e do carro paravam na frente das casas e faziam barulho com os veículos, numa atitude intimidadora, para fazer reinar a lei do silêncio entre os populares. “As pessoas estavam apavoradas, com muito medo. Algumas estavam combinando de passar a noite trancadas no escritório da igreja”, completa.

Mesmo com diversos comentários postados nas redes sociais sobre arrastões no bairro da Terra Firme, os estabelecimentos comerciais funcionaram normalmente durante a manhã de ontem. Porém, nas ruas do bairro, o clima de medo era intenso entre os moradores, que apesar do temor em relação à noite anterior, procuravam seguir com suas atividades normais.

Ao longo da avenida Perimetral, o movimento era tranquilo em relação aos dias normais. As faculdades também abriram os portões, mas a frequência dos alunos foi abaixo do esperado. “Estamos funcionando desde a manhã, mas o movimento é fraco. Os alunos estão com medo do que estão falando por aí”, contou o porteiro de uma universidade, que preferiu não se identificar.

Quem seguia ao meio-dia, pela rua da feira, uma das principais do bairro, também notou um movimento abaixo do normal. Um morador da passagem Celso Malcher, que preferiu manter o anonimato, disse que o medo no local é constante, mas que desde a noite da última terça-feira ficou ainda pior. “Não é mentira, passaram aqui algumas viaturas dizendo que era melhor as pessoas ficarem em casa, recolhidas. Nós vivemos sobressaltados aqui. Ladrão tem aos montes, mas hoje estou me sentindo mais prisioneiro do que quem está atrás das grades. Esperamos que todos sejam presos”.

No final de uma linha de ônibus, na Perimetral, um grupo de policiais militares fazia averiguação nos coletivos, automóveis, motocicletas e pedestres que levantassem alguma suspeita. “Vamos parar todos que levantarem algum tipo de suspeita. O que tem sido propagado nas redes sociais é uma própria tentativa de desmobilização da segurança pública dos bandidos. Eles querem amedrontar a sociedade”, disse o major Mário Dias.

(Diário do Pará)

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