Representantes da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República estiveram ontem em Belém para acompanhar as investigações sobre a série de assassinatos na noite de terça-feira, 4. Os crimes ocorreram na mesma noite, após a morte do cabo Antônio Figueiredo, da Polícia Militar(PM). Os ouvidores se reuniram com os órgãos de segurança do Estado, e no final da tarde com promotores do Ministério Público do Estado (MPE).
A reunião, que ocorreu de portas fechadas, contou com a presença do ouvidor Nacional dos Direitos Humanos, Bruno Renato Teixeira; do ouvidor Nacional de Igualdade Racial, Carlos Alberto Silva Junior; do representante da Secretaria Geral da Presidência, Efraim Batista de Souza, e do coordenador do Plano de Juventude Viva, Paulo Victor Pacheco. O MPE foi representado pelo procurador Geral de Justiça em exercício, Manoel Santiago, o promotor militar, Armando Brasil e mais sete promotores criminais.
O ouvidor Bruno Teixeira destaca que a notícia dos homicídios foi recebida com preocupação. “As informações começaram a chegar em Brasília. Nós recebemos as notícias com preocupação. Isso nos trouxe a ideia de que havia um cenário preocupante aqui para a população do Estado do Pará, aqui para Belém, aonde nós mobilizamos uma força-tarefa do Governo Federal, aonde viemos acompanhar in loco os desdobramentos das intervenções das instituições do Estado’’.
Sobre as mensagens proliferadas nas redes sociais a respeito de possíveis invasões a instituições de ensino, o ouvidor esclareceu que “o que nós percebemos é que há um empenho em, primeiro, desmistificar esta ideia de que o caos está instalado em Belém. A nossa vinda aqui foi no sentido de trazer cooperação do governo federal, de disponibilizar das nossas estruturas para enfrentar, principalmente, todo esse aparato tecnológico disponibilizado pelas redes sociais, levando um pânico para as comunidades’’, frisou.
O procurador geral em exercício do MPE, Manoel Santiago, esclareceu que a instituição fará as investigações necessárias para encontrar os responsáveis pelos homicídios. “Eu posso assegurar à comunidade belemense e ao próprio Estado do Pará e à nação, que tudo aquilo que pode ser feito no âmbito pré-processual, na coleta de provas e investigação, as autoridades policias estão fazendo e o Ministério Público está acompanhando’’.
(Diário do Pará)
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