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POLÍCIA

Bancários reclamam de insegurança no interior

O ano de 2014 está em contagem regressiva para o término. Em contra partida, os índices de atentados contra os bancos progridem ao final de mais um ano. Até esta sexta-feira, 14 de novembro, o Sindicato dos Bancários do Pará registrou em todo o estado 29

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O ano de 2014 está em contagem regressiva para o término. Em contra partida, os índices de atentados contra os bancos progridem ao final de mais um ano. Até esta sexta-feira, 14 de novembro, o Sindicato dos Bancários do Pará registrou em todo o estado 29 assaltos consumados e 19 tentativas.

Em 2012 e 2013 foram contabilizadas, respectivamente, 51 e 52 ocorrências. A ação de mais uma quadrilha especializada em roubos a bancos ocorreu a uma agência do Banco do Brasil, no município de Bom Jesus do Tocantins, região sudeste do Pará, na madrugada desta quarta-feira, 12 de novembro.

Os assaltantes arrombaram a porta de acesso a cadeirantes e pessoas com marca-passo. Em seguida invadiram a sala do cofre, onde explosivos foram detonados.

Segundo o diretor de seguridade social e saúde do Sindicato dos Bancários e funcionário do Banco do Brasil, Gilmar Santos, o crime ocorreu por volta de 3 h. É a segunda vez que a agência é alvo dos meliantes. A primeira foi em 2012.

O lugar passou por reformas e foi inaugurado há seis meses. Gilmar destaca que o Banco não divulga quantias roubadas. A informação é mantida em sigilo.De acordo com relatos de testemunhas, quando os assaltantes saíram da agência passaram em frente à casa de alguns funcionários e efetuaram disparos com armas de fogo.

“Na saída, segundo informações, nas ruas onde alguns bancários moram, deram tiros. Provavelmente para intimidar’’. Nas próximas semanas, o Sindicato irá ao município conversar com o gerente geral e verificar os estragos.

Os funcionários se sentem inseguros a ponto de solicitar do sindicado a transferência de unidade de trabalho. “Já recebi solicitação dos colegas de lá para que sejam transferidos. O que não será muito fácil. O banco entende que o funcionário não é vítima, já que a explosão foi na agência bancária. Mas a sensação de insegurança permanece na cabeça de cada funcionário’’, esclarece Gilmar.

O Sindicato cuida do caso para resguardar os funcionários, que mesmo fora da agência no momento do assalto podem viver inseguros. “Orientei a diretora do sindicato que fica na cidade de Marabá, para que os bancários que se sintam inseguros e incapazes de trabalhar procurem um atendimento médico.

Se for o caso, após a avaliação do médico, seja preciso um afastamento para se recuperar das consequências psicológicas que ficam’’. Durante à noite, não há vigilantes na maioria das agências do interior. No máximo, empresas responsáveis pela segurança através de alarmes e câmeras.

“O banco suspendeu os contratos de vigilância armada durante à noite em todas as unidades. Têm nos prédios onde há uma concentração de departamento. Nas unidades não têm vigilância 24 horas em todas. Os bandidos conhecem esses sistemas. Eles chegam, mascaram e depois desligam’’, frisa o diretor do sindicato.

A falta de policiais nos interiores é outra preocupação destacada por Gilmar. Segundo ele, o efetivo é reduzido. Inclusive, relata que pouco tempo antes dos bandidos arrombarem a agência, ele foi informado que a unidade de apoio da Polícia Militar de Bom Jesus havia sido invadida.

“Eles sabem que o interior é pequeno. Não sei qual é o efetivo de policiais de lá exatamente. Mas o modo operante dos bandidos é ir na unidade da PM, neutralizar, pegar os policiais de surpresa e assim não ter ninguém pra incomodar’’.

O pedido urgente do Sindicato é que tanto os bancos como o estado invistam em segurança. “A gente não vê só um descaso com segurança e sim da segurança pública. Os bancos investem 5% dos seus faturamentos em segurança dos funcionários. Pouco para o que eles têm de retorno. Confesso que efetivamente para evitar essas coisas está além da vontade do sindicato. É preciso um trabalho de inteligência de monitorar essas quadrilhas para evitar que isso aconteça’’, ressalta.

BENEVIDES

Ainda na quarta-feira, em Benevides, um funcionário com a família foi abordado por criminosos na porta de casa. Este tipo de crime é chamado de sapatinho, em que o bancário é feito refém, na maioria das vezes, fora do ambiente de trabalho.

A família também é pega para pressionar o trabalhador a dar a quantidade de dinheiro exigida. Segundo Gilmar, a polícia conseguiu agir antes que o roubo fosse efetuado.

(Diário do Pará)

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