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POLÍCIA

Novas mortes trazem questionamentos sobre chacina

Uma onda de crimes e mortes vem manchando de vermelho as ruas de Belém e Região Metropolitana neste mês de novembro. Na madrugada do dia 4, a capital paraense registou 10 homicídios em apenas três bairros, casos que ainda estão sendo investigados. Porém,

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Uma onda de crimes e mortes vem manchando de vermelho as ruas de Belém e Região Metropolitana neste mês de novembro. Na madrugada do dia 4, a capital paraense registou 10 homicídios em apenas três bairros, casos que ainda estão sendo investigados. Porém, duas mortes registradas nesta sexta-feira (15), que podem ter relação com os outros assassinatos, trazem novamente o clima de terror à cidade, junto com um questionamento: será que a chacina já acabou?!

A possibilidade de relação entre todos os crimes é a suspeita de que as mortes ocorreram como uma retaliação ao homicídio do Cabo Figueiredo, da Rotam, conhecido como “Pet”, primeira vítima da noite. Pela hipótese investigada, grupos armados e milícias correram às ruas da cidade numa onda de vingança, buscando os responsáveis pelo crime e deixando um rastro de sangue no caminho.

Cabo Pet foi a primeira vítima da chacina. A suspeita investigada é que as outras mortes tenham sido uma retaliação ao assassinato do policial. (Foto:Reprodução/Facebook)

Moradores da cidade viveram um momento de pânico após o ocorrido, com medo de que os crimes pudessem provocar nova onda de mortes, o que pode ter ocorrido nesta sexta-feira.

Uma das vítimas do fim de semana é Layane Gomes Soares, de 20 anos, executada em Ananindeua. Segundo a Polícia Militar, a jovem foi morta a mando do ex-namorado, o presidiário Ramon Gomes dos Santos, que não gostava da amizade da mulher com o cabo Pet.

Segundo a Polícia Militar, Layane foi morta por causa de sua relação próxima com o cabo Pet. (Foto: Reprodução/Facebook)

A outra vítima foi Henrique Cardoso Souza, o “Pezão”, que era suspeito de executar o policial da Rotam. Segundo testemunhas, ele foi executado por homens em um carro preto, cerca de meia hora após ser detido e solto por policiais militares.

Além do inquérito policial, deputados estaduais do Pará querem também investigar a suposta relação entre os crimes e a participação de milícias e agentes de segurança pública nos crimes, que teriam sido motivados por um sentimento de vingança e revanchismo.

Neste suposto “bate e volta”, em que tanto policiais quanto criminosos estão sujeitos aos perigos que vão além da Justiça determinada nas leis, mas que entram nos conceitos adotados pelos “justiceiros”, a população fica refém do medo, principalmente nos bairros periféricos da capital.

Moradores de Belém e entidades sociais realizaram um ato pendindo a investigação da chacina ocorria no dia 4. (Foto: JR Avelar/Rádio Clube)

“Amo a Terra Firme, foi onde me criei, mas a situação aqui está cada vez mais insustentável. Os perigos são de longa data, e a cada notícia sobre esse caso, a insegurança aumenta”, afirmou Wellington Junior, morador do bairro que participou de uma manifestação pedindo a investigação do crime.

“Bandidos matam policiais, que se vingam na periferia e depois são as próprias vítimas de retaliação. Isso tem que acabar. Todos os envolvidos têm que ser julgados, porque por enquanto, só a população foi condenada”, continuou Wellington, com o sentimento não apenas de que a mortes continuam, mas ainda de que é impossível realmente determinar quando elas irão terminar.

(Gustavo Dutra/DOL)

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