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POLÍCIA

Chacina de Icoaraci completa três anos

Um novembro marcado por sangue nas ruas, diversos homicídios e pânico entre os moradores de Belém. Um cenário que poderia descrever a chacina ocorrida no último dia 4, mas que infelizmente, também cabe a outro massacre ocorrido na capital paraense: a mort

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Um novembro marcado por sangue nas ruas, diversos homicídios e pânico entre os moradores de Belém. Um cenário que poderia descrever a chacina ocorrida no último dia 4, mas que infelizmente, também cabe a outro massacre ocorrido na capital paraense: a morte de seis adolescentes no distrito de Icoaraci há exatos três anos.

Na "Chacina de Icoaraci", como ficou conhecida, seis jovens com idade entre 12 e 17 anos foram mortos a tiros em frente à casa de dois deles, no que, até então, foi considerado o terceiro maior massacre do Estado nos últimos 20 anos.

O crime brutal chocou a população de todo o Estado, principalmente após o primeiro envolvido no crime ter sido acusado: o ex-policial militar Rosevan Moraes Almeida, apontado como mandante e executor, que acabou sendo julgado e condenado a 120 anos de prisão.

Mesmo com a sentença, Rosevan sempre negou a autoria do crime e chegou a apontar nomes de pessoas que estariam envolvidas com grupos de extermínio, que, segundo ele, seriam os verdadeiros responsáveis pelas mortes. Neste ponto, a chacina ocorrida em 2011 parece avançar para os dias atuais.

Sobre a onda de mortes ocorridas no início deste mês, a Polícia Civil afirma que está cruzando "informações para apurar se existem ou não relação entre as mortes e se as mortes têm alguma ligação com o assassinato do cabo Figueiredo", primeira vítima da noite. Entretanto, existe a suspeita de que as mortes tenham sido realizadas por milícias, como uma retaliação à morte do policial.

Esta hipótese, inclusive, foi apontada por deputados estaduais do Pará, que querem instaurar uma investigação sobre a ação de grupos de extermínio e da suposta participação de agentes de segurança no massacre ocorrido no dia 4.

Seja em Icoaraci ou nos bairros do Guamá, Jurunas e Terra Firme, as mortes em massa só alimentam a sensação de insegurança pública em todo o Estado, com o agravante de que servidores que deveriam proteger a sociedade serem justamente quem coloca a população em perigo.

Em Belém, o histórico de crimes segue em ciclo contínuo. Resta esperar que a Justiça também consiga se renovar.

(Gustavo Dutra/DOL)

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