A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar um suposto esquema criminoso no Hospital Regional do Baixo Amazonas, em Santarém, no oeste paraense. Uma quadrilha estaria cobrando por exames e cirurgias que seriam realizadas gratuitamente.
A suspeita é de que o grupo esteja conseguindo informações privilegiadas sobre pacientes. A hipótese de envolvimento de funcionários do hospital no esquema não foi descartada.
O caso começou a ser investigado após vítimas do golpe registrarem boletins de ocorrência. Segundo as denúncias, os pacientes recebiam ligações de telefones com o prefixo 66, do Estado do Matro Grosso, e eram cobrados para utilizar os serviços dos hospitais. Os valores para marcar exames e cirurgias chegava a até R$ 1 mil.
Segundo o delegado Nelson Silva, que apura o caso, o procedimento não está relacionado com a administração do hospital, mas os golpistas podem estar recebendo ajuda de dentro do local.
“Nós temos informações muito importantes, como número de telefones, contas bancárias e através disso aí, com certeza poderemos chegar aos indivíduos que estão cometendo esses crimes”, declarou.
O caso ainda chamou a atenção de membros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e motivou o Ministério Público do Estado (MPE) a abrir um apuração do ocorrido paralelamente ao inquérito policial.
Por nota, o hospital confirmou que os casos registrados pela polícia foram golpes e pediu que outros pacientes que sejam cobrados por qualquer serviço de saúde pública registre um boletim de ocorrência.
(DOL com informações do Diário do Pará)
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