A ssociação de Delegados de Polícia do Pará (Adepol) enviou nota de esclarecimento ao DIÁRIO contestando as acusações feitas pelo investigador da Polícia Civil Jocélio Cruz de Barros, na Divisão Especializada no Atendimento a Mulher (DEAM), de que teria sido agredido pelo delegado Lucio Flávio Barbosa de Andrade Filho, lotado na Divisão de Homicídios.
Inclusive, um boletim de ocorrência por lesão corporal, abuso de autoridade e desacato, foi registrado contra o delegado Lúcio Flávio Barbosa de Andrade Filho. Segundo a nota da Adepol, a afirmação do investigador Jocélio Barros “destoa totalmente com a verdade dos fatos” e relata que “na noite do dia 22 de novembro de 2014, o delegado Lucio Flávio encontrava-se de plantão na Divisão de Homicídios, quando, por volta de 23:30h, a viatura da DEAM estacionou em frente ao portão lateral da DH , que dá acesso à garagem interna do prédio, o qual, por determinação superior e motivos de segurança passou a ser fechado em horário fora do expediente normal, passando o acesso ao público e aos policiais ser pelo portão principal”.
PORTÃO FECHADOA nota da Adepol diz que no dia e hora mencionados uma viatura da DEAM chegou à Divisão de Homicídios, “e ao perceberem que o portão lateral estava fechado passaram a buzinar e em seguida acionaram a sirene, no intuito de que o portão lateral fosse aberto.
Essas atitudes chamaram a atenção do Delegado Lucio Flávio que foi ao encontro dos colegas, logo lhes informando que o portão não poderia ser aberto, e que o acesso para a DH ou para o setor de identificação só poderia se dá pelo portão principal.
Neste momento o motorista da viatura deu ré parando em frente ao portão que estava aberto, ocasião em que desceu o investigador Jocélio e entrou no prédio da DH e se dirigiu por dentro da área do prédio indo até o portão lateral, com o intuito de pessoalmente abri-lo, porém, como o portão estava fechado com cadeado o investigador Jocélio ficou contrariado, retornou por dentro do prédio e passou a se comportar de forma inadequada e grosseira, inclusive gesticulando desrespeitosamente com os braços, para com os colegas da DH que ali estavam trabalhando no plantão”.
(Diário do Pará)
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