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POLÍCIA

Após incêndio, famílias querem recomeçar a vida

<p>As 15 fam&iacute;lias que ficaram desabrigadas com o inc&ecirc;ndio na comunidade do Riacho Doce, no bairro do Guam&aacute;, em Bel&eacute;m, na &uacute;ltima sexta-feira, 12, est&atilde;o &agrave; espera de ajuda para reconstruir suas vidas. Sem casa,

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<p>As 15 fam&iacute;lias que ficaram desabrigadas com o inc&ecirc;ndio na comunidade do Riacho Doce, no bairro do Guam&aacute;, em Bel&eacute;m, na &uacute;ltima sexta-feira, 12, est&atilde;o &agrave; espera de ajuda para reconstruir suas vidas. Sem casa, comida, eletrodom&eacute;sticos, roupas e abrigados em apenas um pequeno c&ocirc;modo da igreja evang&eacute;lica que sobrou no local, as v&iacute;timas contam apenas com a f&eacute; e as doa&ccedil;&otilde;es para seguirem em frente.</p>
<p>O aut&ocirc;nomo M&aacute;rcio Ramos morava com sua esposa e dois filhos em uma das casas de madeira que pegou fogo. No momento do inc&ecirc;ndio ele acompanhava a mulher, que est&aacute; internada h&aacute; tr&ecirc;s meses no Hospital Barros Barreto, com suspeita de tuberculose.</p>
<p>&ldquo;H&aacute; tr&ecirc;s anos eu tenho essa casa. Mor&aacute;vamos quatro pessoas em dois c&ocirc;modos, mas lev&aacute;vamos a vida. Quando fiquei sabendo o que houve, eu estava com a minha mulher. Uma pessoa me ligou perguntando o que estava acontecendo na minha casa, e disse do inc&ecirc;ndio. Quando eu cheguei aqui vi tudo destru&iacute;do&rdquo;, lamentou.</p>
<p>Com a voz tr&ecirc;mula e a fala pausada, o aut&ocirc;nomo disse que apenas resta esperan&ccedil;a para recome&ccedil;ar a vida. &ldquo;Hoje eu n&atilde;o tenho mais nada. Eu tive que tirar meus filhos daqui. Eu n&atilde;o quero que eles passem por essa situa&ccedil;&atilde;o. Minha esposa est&aacute; no hospital, quando ela sair n&atilde;o tem nenhum lugar para lev&aacute;-la. N&atilde;o sei nem o que fazer a partir de agora, tenho que trabalhar e conseguir tudo de novo. Espero em Deus de conseguir um lugar para morar e as coisas de volta&rdquo;, afirmou M&aacute;rcio.</p>
<p>Edilene do Socorro Meneses, 38 anos, trabalha como vendedora ambulante na regi&atilde;o do com&eacute;rcio de Bel&eacute;m. Sentada em uma rede, de cabe&ccedil;a baixa, apoiada com as m&atilde;os, a aut&ocirc;noma conta o que vai fazer daqui para frente.</p>
<p>&ldquo;Na minha casa moravam tr&ecirc;s fam&iacute;lias. Eram tr&ecirc;s c&ocirc;modos separados e independentes. Meus dois filhos viviam com as suas esposas, e eu morava s&oacute;. Hoje, n&atilde;o sabemos para onde ir e nem o que fazer.&rdquo;, disse a vendedora ambulante.&nbsp;</p>
<p>H&aacute; mais de tr&ecirc;s anos na comunidade, a igreja Evang&eacute;lica Pentecostal da Assembleia de Deus, que est&aacute; abrigando os moradores, tamb&eacute;m teve alguns m&oacute;veis deteriorados, mas os membros contam com a f&eacute;.</p>
<p>&ldquo;Quando come&ccedil;ou o fogo alguns fi&eacute;is estavam aqui e come&ccedil;aram a salvar as coisas. Hoje n&oacute;s n&atilde;o temos dinheiro, mas ajudamos como podemos. Estamos abrigando todas as pessoas que perderam tudo aqui&rdquo;, comentou o pastor Jo&atilde;o Frederico.</p>
<p>Em um ato de solidariedade, na manh&atilde; de ontem, diversas pessoas levavam colch&otilde;es, eletrodom&eacute;sticos, alimentos e roupas para as 15 fam&iacute;lias que v&atilde;o passar as festas de final de ano sem um teto para morar. O casal Paulo Helisson Aguiar e Renata Novaes levaram cestas b&aacute;sicas e apoio a quem precisa.</p>
<p>&ldquo;Sempre fazemos isso, e hoje (ontem) vimos na televis&atilde;o o que aconteceu com essas pessoas, e ficamos sensibilizados. Temos que ajudar quem tem menos&rdquo;, pontuou Paulo. Uma equipe da Funda&ccedil;&atilde;o Papa Jo&atilde;o XXIII- Funpapa estava no local cadastrando as fam&iacute;lias para prestar assist&ecirc;ncia.&nbsp;<br /> <br /> <strong>AJUDA</strong></p>
<p>As pessoas que quiserem fazer doa&ccedil;&otilde;es &agrave;s fam&iacute;lias podem ir direto ao local do inc&ecirc;ndio. As v&iacute;timas est&atilde;o na igreja Evang&eacute;lica Pentecostal da Assembleia de Deus, na avenida Tucunduba, no Guam&aacute;, passando o canal.</p>
<p>(Di&aacute;rio do Par&aacute;)</p>

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