Na manhã de ontem, por volta das 10h, durante o banho de sol de detentos, na penitenciária CRPP1 – Centro de Recuperação Penitenciário Pará 1, no pavilhão 3 da Ala D, o interno Flávio Pereira de Souza, condenado desde o ano de 2005, por homicídio qualificado, porte ilegal de arma de fogo e receptação dolosa, foi assassinado com diversas estocadas, pelo também interno Alberto Carlos de Souza Pinto, condenado por crimes de roubos simples e qualificado, furto e porte ilegal de arma de fogo. Ele também estava preso desde o ano de 2005.
A vítima vinha sendo ameaçada pelo acusado desde quando os dois foram recolhidos em Americano, e isso porque Flávio pagava pena por ter sido o autor do assassinado do irmão de Alberto.
Apesar do iminente perigo de ocorrer um homicídio entre os dois homens, o Sistema Penitenciário não providenciou a transferência de um dos dois, para outra casa penal.
Um dirigente achava que se fosse mantida uma severa vigilância na ala carcerária, o entrevero entre os dois seria evitado.
Esse dirigente errou. Alberto ao perceber que seria colocado no mesmo local que o matador de seu irmão também estava, armou-se com um estoque que ele já preparara há algum tempo, e na oportunidade que surgiu, aplicou dezenas de golpes no desafeto, matando-o .
Quando os agentes penitenciários foram despertados pelos gritos de outros detentos e também da vítima para o cometimento do crime, já era tarde.
Alberto foi logo detido, confessou o delito, sendo encaminhado para a Seccional Urbana Santa Izabel, onde foi autuado em flagrante delito pelo homicídio cometido.
O corpo de Flávio foi removido, no começo da tarde de ontem, para o IML de Castanhal, para a necropsia. O crime causou um enorme mal-estar na cadeia.
No começo da tarde de ontem, a Superintendência do Sistema Penitenciário, através de uma nota oficial, expedida por sua assessoria de imprensa, confirmou o crime ocorrido no CRPP 1, informando sobre as providências tomadas e identificando acusado e vítima.
O coronel PM Mauro Matos, diretor institucional de segurança da Susipe, disse ontem que o delito era um ato isolado no interior da cadeia, mas que o estabelecimento penal estava sob controle.
(Diário do Pará)
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