O deputado Edmilson Rodrigues afirmou durante a CPI que investiga a ligação de milícias com as execuções ocorridas em Belém na madrugada de 5 de novembro de 2014 que a primeira vítima da noite, o Cabo Pet da Rotam, comandava um grupo de extermínio que agia nas periferias da capital. A suspeita já havia sido levantada ainda na época do crime, mas ainda é contestada por colegas de farda do policial.
“Cabe provar a quem acusa. Se ele está dizendo que o Pet comandava milícias, que apresente as provas”, afirmou o Cabo Xavier, presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar do Pará. “Nós estamos acompanhando de longe, esperando o andamento do processo. Cabe a investigação, mas nós não temos nenhuma informação sobre essa atividade do Pet”.
O presidente ainda afirma que a própria população apoiava o policial assassinado. “No velório, moradores da região vinham nos dizer que ele era uma pessoa boa. Comerciantes também. Nunca ouvimos nada sobre atividade ilegal dele”, completou. “Ninguém tem informação sobre quem o matou, mas se esforçam para acusar o Pet. Tem que provar, pra ver quem tem razão”.
O deputado Edmilson havia afirmado que "Temos a clara convicção de que o Cabo Pet comandava um grupo de extermínio” e que cobrava taxas de famílias e empresários, e “quem se recusasse teria a casa invadida ou assaltada".
Através do DOL, diversos internautas também afirmam que o cabo possuía envolvimento com milícias. “Todo mundo sabe no Guamá que esse policial junto era cabeça da Milícia. A Polícia Militar e Civil também sabem. Agora é só os policiais de bem fazerem sua parte e prenderem esses bandidos”, afirmou o internauta Frank.
“Ele era mau, visava so os interesses dele. claro que foi a gangue dele que saiu matando desesperados vingando a morte do chefe deles”, completou o internauta Mário.
(DOL)
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