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POLÍCIA

Golpe do \"sapatinho\" traumatiza vítimas

Em Marabá, no sudeste paraense, bancários que já foram vítimas do golpe do "sapatinho" - quando bandidos ameaçam o funcionário para sacar dinheiro do banco -, passam por tratamento psiquiátrico devido ao trauma que sofreram junto com a família nas mãos de

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Em Marabá, no sudeste paraense, bancários que já foram vítimas do golpe do "sapatinho" - quando bandidos ameaçam o funcionário para sacar dinheiro do banco -, passam por tratamento psiquiátrico devido ao trauma que sofreram junto com a família nas mãos de assaltantes.

Atualmente, seis bancários passam pelo tratamento no município. O caso mais recente do golpe ocorreu nesta semana, quando o gerente de um dos bancos da região viveu momentos de tensão nas mãos de criminosos, que ameaçaram também a família do bancário.

Eles invadiram a casa da vítima durante a noite, e de madrugada levaram os filhos e a esposa do bancário, para um matagal próximo a Transamazônica, enquanto ele era levado para agência para retirar o dinheiro. Porém, a ação criminosa foi abortada pela intervenção da polícia da região. Nenhum dinheiro foi levado da agência e todos os reféns saíram ilesos.

De acordo com o Sindicato dos Bancários do Pará, somente em 2014, ocorreram 27 roubos a bancos no Estado. Em 2014, no município de Marabá, foram registrados quatro casos do golpe.

Diante dessa situação, o sindicato pretende entrar com recurso para blindar as portas das agências. “Hoje nós temos só três itens de segurança, que são a porta giratória, o vigilante e o sistema de TV. Estamos pedindo além da blindagem das portas, que a guarda das chaves do cofre fique com a empresa de segurança, e não com os bancários", explicou a delegada sindical de Marabá, Heidiany Moreno.

Outro pedido do sindicato, que deve ser abordado durante uma reunião marcada para ocorrer no mês de maio, é a inclusão dos funcionários de bancos privados ao Programa de Assistência às Vítimas de Assalto (Pavas), que garante transferência de bancários vitimizados durante assaltos, seja na modalidade “sapatinho” ou no chamado “vapor”, que é quando os criminosos chegam atirando na agência.

(DOL com informações do repórter Chagas Filho/Diário do Pará)

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