A Polícia Civil conseguiu deter, durante a tarde de ontem, o irmão de Cibele de Souza Neves, 59 anos, encontrada morta, no último dia 12 de janeiro, no kit-net onde morava, localizado na travessa Timbó entre João Paulo II e Passagem São Pedro. Belino de Souza Neves, 45 anos, é apontado pela polícia como o suspeito do assassinato da vítima que ficou desaparecida durante três dias, até vizinhos encontrarem o seu corpo em avançado estado de decomposição.
A detenção só foi possível devido uma ligação anônima afirmando que o acusado encontrava-se no Comércio, mas ao chegar no local a polícia recebeu informações de que o acusado havia seguido em direção a São Brás. “Quando chegamos no Comércio recebemos novas informações de que o acusado já estaria a caminho do Terminal Rodoviário, onde seguiria viagem para o município de Abaetetuba, possível localidade utilizada como refúgio, mas felizmente conseguimos chegar antes que ele entrasse no Terminal. Efetuamos a sua prisão e trouxemos até a Divisão de Homicídios”, descreveu o delegado Eduardo Rollo.
Confira a reportagem da RBATV sobre o assunto:
Ainda de acordo com a polícia, o assassinato foi motivado após a prisão do acusado, resultante de denúncias feitas pela vítima, devido agressões físicas e ameaças provocadas pelo irmão, que é usuário de drogas. “Desde o início nós tomamos conhecimento de que ele havia sido preso por ter ameaçado e lesionado a vítima, no caso a irmã, ela fez uma ocorrência o que determinou que ele fosse preso”, afirmou o delegado. Mas para vingar a sua prisão, segundo a polícia, Belino prometia a morte da irmã de dentro da cadeia. “Recebemos a informação que, de dentro da prisão, ele realizava ameaças de que ao sair iria matá-la. Ele saiu no dia oito e o corpo foi encontrado no dia doze. Seguimos uma linha de investigação resultando na sua prisão”, completou.
Belino realizou depoimento e em seguida foi encaminhado para uma casa penal, onde ficará a disposição da justiça. Em defesa, o suspeito afirmou que apesar do vício das drogas, ajudava financeiramente a irmã, mas a vítima não reconhecia. “Eu sempre ajudava ela e sustentava o meu vício. Até que um dia, em meio a discussão, eu dei um tapa na cara dela e ela resolveu me denunciar. Passei dois meses na cadeia, peguei doença, fui espancado e por isso fiquei revoltado”, declarou o suspeito, que afirmou estar arrependido de ter tirado a vida da própria irmã.
(Diário do Pará)
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