A delegacia de Polícia Civil de Mocajuba, na região do Baixo Tocantins, abriu inquérito policial para apurar um duplo homicídio ocorrido na circunscrição daquele município tendo como vítimas pai e filho que estariam na cidade para passar os festejos de Carnaval. José Junior Pontes de Lemos, conhecido no bairro do Jurunas em Belém, onde morava, como “Paulo Baier”, e seu, filho Leandro dos Prazeres Lemos, conhecido como “Douradinho”, foram executados a bala quando se divertiam num bar, no bairro da Fazenda, em Mocajuba.
O misterioso crime é ainda um mistério para a Polícia Civil, uma vez que pai e filho chegaram recentemente no município e, segundo testemunhas, a cidade seria onde passariam o Carnaval. Eles foram até a rua Nossa Senhora do Carmo e se encaminharam ao bar onde acabaram mortos.
Testemunhas disseram aos policiais civis de Mocajuba que foram acionados para atender a ocorrência que pai e filho estavam no bar quando chegaram ao local dois rapazes encapuzados e sem dizer uma palavra sacaram de duas armas e dispararam várias vezes nas vítimas. Pessoas próximas as vítimas também disseram que o alvo era apenas “Paulo Baier” e Douradinho” porque em que pese outras pessoas estarem no bar ninguém foi atingido e os assassinos fugiram possivelmente em uma motocicleta ou até mesmo um veículo que os aguardavam.
Investigações preliminares que chegaram até a polícia dão conta que o crime com características de, supostamente, uma “dívida não paga”, que envolvia cerca de quatro quilos de entorpecente e, por esta razão, a dupla estaria marcada para morrer. Ambos eram moradores do bairro do Jurunas e cujos corpos chegaram após necropsia no Instituto de Criminalística de Tucuruí, no final da tarde de sexta-feira onde foram velados.
Leandro dos Prazeres Lemos, o “Douradinho”, respondia a pelo menos três procedimentos na Justiça, que envolviam crimes como tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo todos datados do ano passado com processos que tramitavam na 7ª Vara Criminal de Belém.Leandro dos Prazeres Lemos foi preso durante uma operação policial comandada pelo delegado Eder Mauro juntamente com mais cinco homens em março de 2014 enquadrado por quadrilha ou bando, tráfico de drogas e condutas afins, crimes do sistema nacional de armas, associação para a produção e tráfico e condutas afins.
(Diário do Pará)
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